Aliados de Tarcísio defendem candidatura à presidência só em 2026 mesmo que ex-presidente seja condenado pelo TSE

Se Jair Bolsonaro se tornar inelegível em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), como apostam políticos e juristas, todas atenções se voltarão para Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ex-ministro do governo anterior que se elegeu governador de São Paulo graças ao apoio do ex-presidente. Como o Palácio dos Bandeirantes é visto como catapulta…

Se Jair Bolsonaro se tornar inelegível em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), como apostam políticos e juristas, todas atenções se voltarão para Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ex-ministro do governo anterior que se elegeu governador de São Paulo graças ao apoio do ex-presidente.

Como o Palácio dos Bandeirantes é visto como catapulta para o do Planalto, Tarcísio vem evitando falar de uma disputa nacional em 2026 e, no que depender de seus auxiliares, não deve centrar esforços para se viabilizar à Presidência mesmo se a pressão aumentar.

No círculo próximo a Bolsonaro, Tarcísio é considerado o principal sucessor, que herdaria os votos e a liderança do ex-presidente no campo da direita. É também o que indicam pesquisas com eleitores. Apesar de o governador ter se movimentado para o centro, ele mantém a confiança de Bolsonaro, o que possibilitaria a passagem do bastão.

Mas, se os bolsonaristas têm em Tarcísio uma tábua de salvação do seu futuro político, os planos de outro padrinho do governador, Gilberto Kassab (PSD), são diferentes. O secretário de Governo e outros auxiliares de Tarcísio defendem que ele permaneça no cargo por oito anos, o que levaria o ex-ministro a disputar a Presidência somente em 2030 —mas ainda jovem, com 55 anos, e sem Lula no páreo direto.

Apesar de seu trânsito em Brasília, Kassab não se dedica a costurar uma candidatura nacional para Tarcísio. Pelo contrário, tem pilotado um plano de reeleição, já que a vitória é considerada garantida.

O próprio Tarcísio indica que seu caminho é a recondução ao governo de S. Paulo, o que lhe permitiria entregar projetos de longa implantação no estado. Esse discurso é repetido de forma coordenada por seus aliados.

Em maio, em entrevista à CNN Brasil, Tarcísio também descartou ser candidato a presidente, dizendo estar focado em fazer uma boa gestão. Ele mencionou como presidenciáveis o governador de Minas Romeu Zema, Raquel Lyra (PSDB-PE), Ratinho Jr. e Eduardo Leite, mas omitiu Bolsonaro.

Com informações da Folha de S. Paulo.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading