O processo que investiga o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, está pronto para ir a julgamento a partir desta terça-feira (11).
Embora ainda não haja uma data prevista para o ato, a movimentação do processo indica que o caso está avançado. O relator é o ministro Alexandre de Moraes, e o caso está sob análise da primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação resultou na denúncia de quatro pessoas em 9 de maio deste ano: Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, acusado de ser um dos mandantes do crime; João Francisco Inácio Brazão, deputado federal e irmão de Domingos, também acusado de ser um dos mandantes; Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, apontado como articulador do crime; e Ronald Paulo de Alves Pereira, major que teria ajudado na definição da data e local do duplo-homicídio.
As acusações contra os irmãos Brazão como mandantes do crime foram fundamentadas na delação premiada de Ronnie Lessa, ex-PM assassino confesso de Marielle e Anderson.
Tanto Domingos quanto Chiquinho Brazão estão presos e negam envolvimento no crime. Rivaldo Barbosa de Araújo também está encarcerado e nega ter tido contato com os supostos mandantes. Ronald Paulo de Alves Pereira, por sua vez, é acusado de ter participado do planejamento do crime.
Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados em março de 2018, um caso que causou grande comoção no Brasil e internacionalmente, devido ao trabalho de Marielle como defensora dos direitos humanos.
Ronnie Lessa, preso em 2019, fez uma delação premiada e deve cumprir pena em regime fechado até 2037. Este julgamento será um momento crucial para buscar justiça e esclarecer completamente as circunstâncias e responsabilidades por trás dos assassinatos.
Com informações do Metrópoles.





