Os alertas de desmatamento no Cerrado diminuíram pela primeira vez desde 2020 no primeiro semestre deste ano. As informações são do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgadas nesta quarta-feira (3) pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
De janeiro a junho de 2024, a área total desmatada foi de 3.724 quilômetros quadrados. Esse índice vinha aumentando desde 2020, atingindo o pico no primeiro semestre de 2023, com 4.395 quilômetros quadrados desmatados, já durante a gestão do governo Lula. De 2023 a 2024, houve uma redução de 15%.
Marina Silva atribuiu essa queda aos esforços do plano de combate ao desmatamento lançado em novembro do ano passado e à colaboração entre o governo federal e os governadores da região. Em março, Marina Silva e outros ministros participaram de uma reunião com os chefes dos estados no Palácio do Planalto para discutir estratégias de prevenção da devastação.
O desmatamento no Cerrado ocorre principalmente nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, na região conhecida como Matopiba. Em mais de 40% dos casos, a destruição da flora tinha autorização dos governos estaduais.
— Esse é o primeiro número de redução consistente no Cerrado, enquanto se consolida a tendência de queda no desmatamento da Amazônia — afirmou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
Os Cerrado e a Amazônia são os maiores biomas do Brasil e representaram mais de 85% da área desmatada no último ano, segundo estudo do MapBiomas. Em 2023, o Cerrado superou pela primeira vez a Amazônia em termos de área desmatada, com 1,11 milhão de hectares de vegetação nativa perdidos, um aumento de 68% em comparação com 2022.
Os alertas de desmatamento na Amazônia também tiveram uma redução significativa de 38% no primeiro semestre de 2024 em comparação com o mesmo período de 2023. Foram registrados 1.639 quilômetros quadrados de área desmatada, o menor índice em sete anos.
Com informações de O Globo.





