Enquanto a Câmara dos Deputados aguarda a votação da PL das Fake News, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) abriu discussão sobre o tema nesta sexta-feira (12/05). Como uma lista de convidados ilustres que incluía Fernando Gabeira, o influenciador digital Felipe Neto e o deputado federal Orlando Silva, relator do projeto em Brasília, a Comissão do Cumpra-se!, presidida por Carlos Minc (PSB), colocou em pauta a criação de um programa estadual de educação midiática inspirado na Finlândia.
O país nórdico figura há anos no topo do índice de combate à desinformação elaborado pela Open Society. A ideia do programa estadual passa pelo projeto de lei apresentado pelo próprio Minc, que inclui a apresentação aos alunos de conceitos como conteúdo fabricado e contexto falso. O secretário nacional de Políticas Digitais, João Brant, e a conselheira de Educação da Embaixada da Finlândia no Brasil, Johanna Kivimaki, também participaram da discussão
Gabeira defendeu que as escolas públicas possuam equipamentos adequados para promover a educação midiática e que os professores sejam capacitados para a função. Já Felipe Neto, fundador do Instituto Vero, destacou que, além da capacitação, o professor precisa ter autoridade sobre o tema. Orlando Silva, por sua vez, argumentou que a separação entre o mundo virtual e o real é cada vez menor, por isso a necessidade de uma lei.
A conselheira da Embaixada da Finlândia, Johanna Kivimaki, explicou o método utilizado nas escolas de seu país, informando que as crianças são introduzidas ao consumo e produção de diferentes formas de mídia, num ambiente lúdico e seguro. João Brant, representante do Governo Federal, revelou que está sendo elaborada a Política Nacional de Educação Midiática, que deverá ser debatida em audiências em julho, no Congresso Nacional.
Minc afirmou que as propostas apresentadas pelos participantes serão incorporadas ao projeto de lei. “O texto define seis tipos de notícias falsas: conteúdo fabricado, manipulado, impostor, texto falso, enganoso e conexão falsa. Tem várias medidas de conscientização dos alunos. Como verificar uma fonte, uma foto, falar com os pais, com o professor. É um tema complexo e apenas uma lei não basta, é preciso que haja o debate”, afirmou o parlamentar, anunciando a criação de um Grupo de Trabalho no âmbito da Comissão do Cumpra-se! para dar redação final ao projeto.





