Alerj aprova projeto que transforma a bossa nova em patrimônio imaterial do estado do Rio

Faltou a música, mas em clima descontraído e de boas-vindas na primeira sessão após o recesso, os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovaram em segunda discussão, nesta terça-feira (01º/08), o projeto de lei que torna a bossa nova patrimônio cultural imaterial do estado. O gênero musical nasceu no Rio de Janeiro, assim como…

Faltou a música, mas em clima descontraído e de boas-vindas na primeira sessão após o recesso, os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovaram em segunda discussão, nesta terça-feira (01º/08), o projeto de lei que torna a bossa nova patrimônio cultural imaterial do estado. O gênero musical nasceu no Rio de Janeiro, assim como o samba, o choro e o maxixe, nos anos 1950.

O texto, de autoria do deputado Márcio Canella (União Brasil), autoriza o governo a promover eventos culturais sobre a história da bossa nova em escolas das redes estadual e privada de ensino, pontos turísticos e locais públicos, prevendo a realização de saraus, apresentações e exposições. Sempre com a finalidade de assegurar o conhecimento do gênero musical e fomentar sua apreciação rítmica.

Para ajudar nesse trabalho de divulgação, o Executivo poderá celebrar convênios com entidades ligadas à cultura, ao turismo e ao lazer. Segundo o musicólogo Gilberto Mendes, a vertente era uma das três fases rítmicas do samba, na qual a batida da bossa havia sido extraída do chamado “samba de raiz”. Para outros, a origem é o samba sincopado.

Além disso, a bossa nova, diz ele, tem como uma de suas principais características o desenvolvimento do canto-falado, ao invés da valorização da grande voz, e alguma influência do jazz norte-americano. Há quem defenda que o gênero seja, na verdade, um tipo de samba, que acabou ganhando contornos mais suaves para ser mais facilmente comercializado.

História

A música “Chega de Saudade” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) é vista como o marco inicial da bossa nova. Foi lançada originalmente, em 1958, por Elizeth Cardoso e, pouco depois, por João Gilberto, que tocou violão nas gravações e seria o expoente maior do gênero. O LP homônimo lançado por ele marcou definitivamente o estilo e a forma de tocar.

A consagração internacionalmente teria ocorrido em 1962, num concerto no Carnegie Hall, em Nova Iorque, com participação de Tom Jobim, do próprio Gilberto, Carlos Lyra e outros. “A bossa nova, nascida no berço carioca, com reconhecimento internacional, é patrimônio dos fluminenses e, assim, deve ser considerada oficialmente”, diz o autor do projeto.

O texto agora segue para análise do governador Cláudio Castro. Ele terá 15 dias para vetar ou sancionar a proposta.

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