Na cerimônia de abertura do ano legislativo de 2026, realizada nesta segunda-feira (2), os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enviaram recados contundentes ao Palácio do Planalto. Em seus discursos, ambos priorizaram a defesa das prerrogativas parlamentares e a independência do Poder Legislativo frente ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Davi Alcolumbre subiu o tom ao declarar que a busca por harmonia institucional não implica em submissão. Sem citar nomes, o senador lançou críticas indiretas à postura do Executivo em relação ao controle de verbas e à indicação de Jorge Messias (AGU) para o Supremo Tribunal Federal (STF). Messias, indicado em novembro, ainda aguarda a marcação de sua sabatina no Senado sob resistência de Alcolumbre.
“Defender a paz nunca foi — e nunca será — sinônimo de omissão. Nosso desejo de paz não significa que tenhamos medo da luta”, afirmou o presidente do Congresso.
Antecedendo Alcolumbre, Hugo Motta centrou sua fala na importância das emendas parlamentares, ponto de atrito constante com o Executivo, que busca maior rigor e transparência nos repasses. Motta defendeu que os recursos chegam a “rincões Brasil afora” que são invisíveis ao governo central e reafirmou o papel do plenário em decidir o destino das verbas.
Com as eleições de 2026 no horizonte, Alcolumbre fez um apelo pela moderação e pelo combate à violência política. Ele posicionou o Congresso como o principal mediador de conflitos do país.Estabilidade: Foco no respeito mútuo para garantir a segurança institucional.
O presidente Lula foi representado na sessão pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. A mensagem oficial da Presidência da República, contendo as prioridades do governo para o ano, foi lida pelo deputado Carlos Veras (PT-PE), enquanto o clima no plenário indicava que o governo terá que negociar intensamente para destravar sua pauta no Congresso.






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