Vice-presidente da República e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, nesta quinta-feira (23/3), em vídeos publicados no Twitter, que o governo federal não se curvará diante de ameaças criminosas. Ele, que é ex-governador de São Paulo, era um dos alvos do Primeiro Comando da Capital (PCC), que planejava uma série de sequestros e assassinatos de diversos agentes públicos, como o senador Sergio Moro (União-PR).
Alckmin afirma que a operação Sequaz, responsável por desmantelar o esquema e prender envolvidos no planejamento dos sequestros e assassinatos, revelou graves planos contra a democracia brasileira. O vice-presidente, ainda nos vídeos, agradece o trabalho da Polícia Federal e demais órgãos envolvidos, que conseguiram prender suspeitos antes da execução das ações contra agentes públicos.
O posicionamento do vice-presidente acontece num momento no qual o Planalto é alvo de duras críticas pelo posicionamento de Luiz Inácio Lula da Silva sobre o plano do PCC contra Sergio Moro. O senador é ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, que condenou o petista no âmbito da operação Lava Jato e, após assumir o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro (PL), foi considerado parcial e suspeito para julgar processos referentes ao atual presidente.
Lula, nesta quinta-feira, chegou a chamar o plano do PCC contra o senador paranaense de “armação”. O presidente já é alvo de críticas porque, nesta semana, afirmou em entrevista ao canal 247 que pensava em “f* o Moro”, como uma espécie de vingança à decisão pela sua prisão, revogada após anulação das suas condenações na Lava Jato.
Ministros saíram em defesa do presidente. Paulo Pimenta (PT), ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, disse que Lula não questionou o inquérito que investiga integrantes de uma facção criminosa por planejar matar e sequestrar autoridades, mas sim o “timing” dos acontecimentos.
Com informações do Metrópoles.





