O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira (23), durante encontro na Fiesp, que a redução da jornada de trabalho é uma “tendência mundial”. A fala ocorreu em meio às discussões sobre o possível fim da escala 6×1 no Brasil.
Segundo Alckmin, as mudanças no modelo de trabalho estão diretamente relacionadas às transformações tecnológicas em curso. Ele destacou fatores como mecanização, automação e o uso crescente de inteligência artificial como elementos que impactam a produtividade e influenciam a reorganização das jornadas.
O vice-presidente reforçou que o movimento de diminuição da carga horária já é observado em diversos países. Para ele, o Brasil precisa acompanhar esse cenário global, considerando as novas dinâmicas do mercado de trabalho.
Redução da jornada é movimento global
Durante a reunião com representantes do setor industrial, Alckmin afirmou que a diminuição do tempo de trabalho é um processo em andamento no mundo. “Há uma tendência mundial de você ter uma redução do trabalho. Aliás, isso já vem acontecendo”, pontuou.
O vice-presidente também destacou que o governo federal defende um debate aprofundado sobre o tema. Ele ponderou que diferentes setores produtivos possuem realidades distintas, o que exige análise cuidadosa antes de qualquer decisão definitiva.
Para Alckmin, a discussão não deve ocorrer de forma apressada. A proposta, segundo ele, é ampliar o diálogo para encontrar soluções equilibradas que considerem tanto a competitividade das empresas quanto a qualidade de vida dos trabalhadores.
Fiesp sugere adiar debate para 2027
Já o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, manifestou posição diferente quanto ao calendário da discussão. Ele defendeu que o tema seja tratado apenas a partir de 2027.
De acordo com Skaf, anos eleitorais não oferecem o ambiente mais adequado para debates estruturais dessa magnitude. Na avaliação dele, o contexto político pode influenciar decisões e misturar interesses partidários com questões estratégicas para o país.
A entidade argumenta que o cenário eleitoral tende a intensificar emoções e disputas, o que poderia prejudicar uma análise técnica sobre os impactos do fim da escala 6×1 na economia e no setor produtivo brasileiro.






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