Alcione vota vestida de Nossa Senhora Aparecida

Cantora declarou apoio a Lula nas Eleições 2026

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A cantora Alcione, 78 anos, usou suas redes sociais para registrar o momento de seu voto neste domingo (4) de eleições. Vestida de Nossa Senhora Aparecida, a Marrom destacou a importância cívica do gesto e a diversidade cultural e religiosa do povo brasileiro. Em suas redes, ela ressaltou o valor da democracia e evocou diferentes crenças em sua mensagem de esperança para o país.

Na postagem, ela celebrou:

“Viva a DEMOCRACIA! E que Deus, Nossa Senhora Aparecida, os Orixás e todas as forças do bem abençoem nosso país!”

Alcione já declarou apoio ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo divulgado em suas redes sociais, a artista fez um apelo direto aos eleitores com mais de 70 anos, faixa etária para a qual o voto é facultativo pela legislação brasileira.

No registro, a cantora ressaltou que a participação desse grupo demográfico seria decisiva para o desfecho do pleito. O movimento alinhou-se estrategicamente a discursos do próprio presidente Lula, que em atos de campanha no Rio de Janeiro também convocara os idosos a comparecerem às urnas.

“Então, nem vem dizer que o seu voto não importa. Somos nós que vamos decidir essa eleição. Essa eleição não é sobre Lula. É sobre a escola de seu filho. É sobre o salário mínimo. Essa eleição é sobre o preço da comida. O Lula fez muita coisa nesse governo, mas essa eleição não é sobre ele”, afirmou.

Polêmica de Nossa Senhora Aparecida

A disputa política em torno do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil ganhou força na reta final da campanha do primeiro turno. A controvérsia envolve a circulação de conteúdos nas redes sociais, acusações contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e questionamentos sobre os limites da liberdade de expressão.

A polêmica começou após a divulgação de mensagens que associavam Flávio Bolsonaro a uma suposta iniciativa para alterar o status da imagem religiosa. O caso provocou manifestações do candidato, uma resposta oficial da Igreja Católica e disputas judiciais envolvendo a divulgação das informações.

Projeto de lei de 2007 está na origem da controvérsia

As publicações nas redes sociais mencionaram uma proposta legislativa apresentada em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli (MT), à época filiado ao MDB. O Projeto de Lei 2.623 pretendia alterar a Lei 6.802, de 1980, que instituiu o feriado nacional de 12 de outubro.

A proposta previa substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O texto, porém, foi rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e arquivado definitivamente em agosto de 2008.

Anos depois, Galli aproximou-se do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e chegou a ocupar o cargo de assessor especial da Presidência da República.

Apesar dessa ligação política, Flávio Bolsonaro negou ter apresentado qualquer projeto para modificar o título de Nossa Senhora Aparecida. Em vídeos divulgados durante a campanha, o senador classificou as acusações como falsas.

A discussão ganhou repercussão após um comentário no programa Em Pauta, da GloboNews, abordar a reação de setores católicos a movimentações relacionadas ao tema. Posteriormente, a emissora veiculou uma retratação para esclarecer que o projeto citado havia sido apresentado em 2007 e não tinha relação com a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro acusa o PT e cita a CNBB

Em vídeos e compromissos de campanha em Sergipe e Goiás, Flávio Bolsonaro atribuiu ao Partido dos Trabalhadores (PT) a disseminação do conteúdo. O candidato também afirmou que a divulgação teria ocorrido “com ajuda de gente de dentro” da CNBB.

A entidade religiosa reagiu às declarações com uma nota oficial. A diretoria negou participação na elaboração ou na disseminação de informações falsas e afirmou que a instituição não integra estruturas partidárias.

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