O controle do uso de agrotóxicos no Rio de Janeiro ganhou um novo aliado tecnológico. No Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos, celebrado em 11 de janeiro, o Governo do Estado destacou o reforço das ações de fiscalização com a regulamentação da aplicação desses produtos por meio de drones, ampliando o monitoramento das atividades agrícolas e fortalecendo a proteção ambiental e sanitária.
A medida foi implementada por meio de resolução publicada em fevereiro de 2025 e estabelece regras claras para o uso da tecnologia no campo fluminense. A norma determina que empresas prestadoras de serviços de aplicação de agrotóxicos com drones sejam obrigatoriamente cadastradas no Sistema de Controle Informatizado de Monitoramento de Agrotóxicos do Estado do Rio de Janeiro, ferramenta que permite o acompanhamento detalhado das operações e fortalece a atuação da Defesa Sanitária Vegetal.
O governador Cláudio Castro afirmou que a regulamentação busca equilibrar inovação e responsabilidade ambiental. Segundo ele, o objetivo é garantir que o uso de drones na agricultura ocorra de forma segura, com controle rigoroso e respeito ao meio ambiente e à saúde da população.
Além do cadastro obrigatório, a regulamentação define critérios para o funcionamento das empresas, como licenciamento ambiental, indicação de responsável técnico habilitado e cumprimento das boas práticas na aplicação de agrotóxicos. Um dos pontos centrais é a exigência de que todas as operações realizadas com drones sejam registradas no sistema da Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal em até 72 horas após a aplicação, assegurando rastreabilidade e maior transparência das atividades no campo.
O secretário interino de Agricultura, Felipe Brasil, destacou que o uso de drones já faz parte da rotina agrícola e que a regulamentação representa um avanço no controle sanitário. De acordo com ele, a norma protege o produtor rural, o meio ambiente e a sociedade ao estabelecer padrões claros e fiscalização mais eficiente.
A resolução também reforça as obrigações relacionadas ao descarte correto de agrotóxicos e de suas embalagens. As empresas devem manter responsável técnico, garantir a capacitação dos operadores e possuir credenciamento para o recebimento e a destinação ambientalmente adequada das embalagens vazias. Essas informações precisam constar em um projeto técnico, que orienta os usuários quanto ao uso seguro dos produtos e incentiva a devolução adequada dos recipientes.
Para o coordenador de Defesa Sanitária Vegetal, Ilso Lopes, a iniciativa une inovação, fiscalização e sustentabilidade, reforçando o compromisso do estado com uma agricultura moderna, segura e ambientalmente responsável.






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