Agentes de segurança pública com deficiência física poderão encontrar no esporte um novo caminho de inclusão e até de profissionalização no Estado do Rio. A criação de um programa específico de incentivo à prática de modalidades paralímpicas por integrantes ativos e inativos das forças policiais foi aprovada em primeira discussão pela Assembleia Legislativa (Alerj), nesta terça-feira (25).
A medida consta do projeto de lei 1.671/23, de autoria da deputada Giselle Monteiro (PL), e cria o Programa Estadual “Paradesporto Militar”. A iniciativa é direcionada a profissionais da segurança pública com deficiência física e aptidão para atividades esportivas.
O texto contempla policiais civis e militares, bombeiros e demais agentes de segurança pública. A proposta ainda precisa passar por nova votação no Legislativo antes de seguir para análise do governador.
Inclusão pelo esporte
O programa tem como objetivo ampliar a inclusão de profissionais com deficiência por meio do esporte e oferecer oportunidades para aqueles que demonstrem interesse e aptidão para modalidades paralímpicas.
Entre as iniciativas previstas está a realização anual de um evento denominado “Paradesporto Militar”, programado para 22 de setembro, quando é celebrado o Dia Nacional do Atleta Paralímpico.
Pela proposta, as atividades deverão ocorrer prioritariamente nas instalações das forças de segurança do Estado do Rio. Apesar de direcionado aos agentes, o evento será aberto ao público.
A realização periódica das atividades também pretende estimular a participação de servidores que adquiriram alguma deficiência ao longo da carreira e daqueles que já ingressaram nas instituições nessa condição.
Busca por novos talentos
Além da inclusão e da prática esportiva, o programa prevê a realização de torneios destinados a identificar potenciais atletas paralímpicos entre os profissionais da segurança.
Essas competições poderão reunir participantes de diferentes forças e funcionar como uma vitrine para agentes interessados em avançar no esporte competitivo.
Os eventos poderão contar ainda com a presença de olheiros e empresas especializadas no agenciamento de atletas profissionais. A participação poderá ocorrer de forma voluntária ou por meio de patrocínio.
Caminho para profissionalização
A possibilidade de acompanhamento por profissionais ligados ao mercado esportivo busca criar oportunidades para que participantes com desempenho de destaque possam avançar para competições de maior nível e, eventualmente, seguir uma trajetória profissional no paradesporto.
O programa, no entanto, ainda depende da conclusão da tramitação legislativa. Como o texto foi aprovado apenas em primeira discussão, será necessária uma segunda votação antes do envio ao Executivo estadual.







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