Adolpho Konder será o novo presidente da Agetransp

Em edição extraordinária publicado no Diário Oficial do Estado do Rio na noite desta terça-feira (15/08), o governador Cláudio Castro decidiu nomear Adolpho Konder como o novo presidente Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias (Agetransp). Ele substituirá o conselheiro Murilo Leal que, depois de ser duramente criticado…

Em edição extraordinária publicado no Diário Oficial do Estado do Rio na noite desta terça-feira (15/08), o governador Cláudio Castro decidiu nomear Adolpho Konder como o novo presidente Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias (Agetransp).

Ele substituirá o conselheiro Murilo Leal que, depois de ser duramente criticado em oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Serviços Delegados e Agências Reguladoras, da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na semana passada, acabou entregando o cargo na segunda-feira (14/08).

A carta do seu pedido de afastamento foi lida pelo presidente da CPI, Rodrigo Amorim, na manhã desta terça-feira (15/08), antes do início dos trabalhos da comissão. O deputado era um dos maiores entusiastas da saída de Leal. Entretanto, na sessão de hoje, ficou claro que sua preferência era pelo conselheiro Charles Batista, agente da Polícia Rodoviária Federal e bolsonarista de carteirinha que tentou se eleger deputado federal em 2022. Tanto ele quanto Konder tiveram suas indicações para a agência aprovadas pela Alerj há cerca de dois meses.

Batista já vinha circulando pelos corredores da Casa em busca de apoio para ser o escolhido, mas o ex-presidente do Detran era apontado como o sucessor mais preparado para o cargo, isto por ter um perfil mais técnico e uma formação mais voltada para o tema da agência.

Para não ampliar o problema e nem acirrar a disputa política que se iniciava, Claudio Castro agiu rápido ao escolher o nome de Konder e por fim a especulações. Leal já vinha sendo acusado de estar usando a agência politicamente e, desta forma, sua permanência ficou insustentável, uma vez que ocupava a presidência desde 2018.

Na semana passada, durante sua oitiva na CPI, o então presidente foi questionado por Rodrigo Amorim sobre o uso político e um possível nepotismo cruzado na agência, o que ele negou. Mas nos bastidores, a avaliação foi a de que Leal teria mentido, o que o levaria a prisão por estar sob juramento na comissão. Até mês passado, a mulher dele era nomeada assessora técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Cidades. O episódio foi a gota d’água.

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