Acusados do assassinato de Marielle Franco serão julgados no dia 30 pelo 4º Tribunal do Júri do Rio

Data do julgamento dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foi sugerida pelo juiz Gustavo Kalil

O julgamento dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, acusados de assassinar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, está agendado para o dia 30 de outubro no 4º Tribunal do Júri do Rio. A informação foi antecipada pelo colunista Ancelmo Gois, do Globo. A data foi sugerida pelo juiz Gustavo Kalil durante reunião especial realizada nesta quinta-feira (12) no Fórum Central do Rio, com a presença do Ministério Público, dos assistentes de acusação e das defesas dos réus, que participarão do júri por videoconferência.

Ao fim da audiência, foi expedido um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, solicitando autorização para a realização da sessão plenária na data indicada.

Tanto a promotoria quanto as defesas desistiram de tomar o depoimento das testemunhas previstas, o delegado Giniton Lages e o policial civil Marco Antônio de Barros Pinto. Além disso, foi aceito o pedido do advogado de Ronnie Lessa para que o presídio onde ele está detido reserve o dia 29, véspera do julgamento, para uma entrevista, com o objetivo de agilizar o início da sessão.

O juiz solicitou às partes que compareçam em plenário apenas os atores processuais que efetivamente participarão do júri, para evitar aglomeração e tumulto. Defesa e acusação terão prazo comum de dez dias para saneamento final da prova oral. Também foi pedido que os documentos que ultrapassem dez páginas sejam juntados ao processo até dia 15 de outubro, prazo sugerido pelo MP.

Marielle Franco tinha pouco mais de um ano de mandato como vereadora quando foi assassinada, no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, na noite de 14 de março de 2018. Ela voltava de um encontro de mulheres negras na Lapa, quando seu carro foi alvejado, atingindo fatalmente também o motorista dela, Anderson Gomes. A assessora da parlamentar, que estava ao lado de Marielle, foi ferida por estilhaços. Os 13 tiros disparados naquela noite cruzaram os limites da cidade e a atenção internacional voltou-se para o Rio de Janeiro. A morte de uma representante eleita pelo povo foi entendida por setores da sociedade como um ataque à democracia.

O crime deu início a uma complexa investigação, envolvendo várias instâncias policiais. Depois de muitas reviravoltas, chegou-se à prisão dos ex-PMs Ronnie Lessa e Elcio Queiroz. Mas o desfecho do caso só começou a ser vislumbrado em 2024, com a prisão dos suspeitos de serem os mandantes, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, além do chefe da Polícia Civil na época da morte, o delegado Rivaldo Barbosa. O processo que envolve os supostos mandantes está no Supremo Tribunal Federal.

Com informações de O Globo.

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