RICARDO BRUNO
O governador Cláudio Castro deve se isolar neste fim de semana na casa da família em Itaipava para refletir sobre a escolha de um dos três nomes da lista do Ministério Público, indicada pelo pleno do Tribunal de Justiça, para a próxima vaga no órgão. Na serra, terá mais tranquilidade e ficará relativamente a salvo de pressões para tomar a decisão.
A primeira lista tríplice enviada pelo TJ tem um enorme potencial contencioso, de complicada solução, pois envolve dois candidatos fortíssimos ao cargo: a procuradora Renata Cabo e o promotor Paulo Wunder. O outro nome da lista é o da procuradora Patrícia Glioche.
Em conversa com a Agenda do Poder, Castro admite estar numa sinuca de bico, dada a dificuldade de fazer a escolha entre os nomes – todos preparados e muito bem articulados politicamente.
A favor de Renata Cabo conta o fato de ter sido a mais votada, o que lhe confere em tese o apoio majoritário do TJ. A procuradora é ainda muito próxima a duas amigas de Cláudio Castro, a desembargadora Renata Cota e a advogada Luciana Pires, que tem entre seus clientes o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O promotor Paulo Wunder não é apenas genro do ministro Antônio Saldanha Palheiro, do STJ. Castro e Wunder se conhecem há muitos anos – antes de qualquer aproximação em decorrência dos cargos que ocupam atualmente. Militam juntos no movimento carismático da Igreja Católica no Rio. Castro e a esposa Analine já participaram de vários eventos religiosos juntamente com o casal Wunder.
A despeito da dúvida quanto aos nomes, o governador já decidiu que a escolha será feita já na segunda-feira, minutos após receber a lista das mãos do presidente do TJ, desembargador Henrique Figueira. Com rapidez na decisão, deseja abortar as tentativas de convencimento sobre um ou outro candidato – pressão inevitável e natural quando a situação se alonga de modo indefinido.






Deixe um comentário