A dez dias da posse, Trump é condenado pela Justiça dos EUA mas não recebe qualquer punição

Republicano entra para a História como primeiro chefe de Estado sentenciado a assumir o cargo

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, tornou-se nesta sexta-feira (10) o primeiro chefe de Estado condenado a assumir o cargo na história do país. A decisão, relacionada ao caso Stormy Daniels, foi confirmada após a Suprema Corte rejeitar o último apelo apresentado por sua defesa. Contudo, Trump não enfrentará prisão, multas ou qualquer sanção, graças a uma “dispensa incondicional” decretada pelo Tribunal de Nova York. A posse de Trump está marcada para o dia 20 deste mês.

A condenação, anunciada originalmente em maio de 2023, envolve 34 acusações de falsificação de registros comerciais para encobrir o pagamento de US$ 130 mil à atriz pornô Stormy Daniels antes das eleições de 2016. Daniels e Michael Cohen, ex-advogado de Trump, confirmaram que o valor foi destinado a silenciá-la sobre um suposto caso extraconjugal. Trump nega as alegações.

Ataques e repercussão durante a audiência

Na audiência desta sexta-feira (10), Trump participou por videoconferência, inicialmente sorridente, mas atacou a Justiça ao discursar. “Isso é uma vergonha para o Tribunal de Nova York. É um retrocesso para a Justiça dos EUA”, declarou. Ele ainda afirmou que os eleitores mostraram apoio claro a ele nas urnas.

O juiz Juan Merchan classificou o caso como extraordinário e enfatizou que, embora a imunidade presidencial proteja o cargo, não exclui o ocupante de responder a um veredicto judicial. “A gravidade do crime não é reduzida pelo poder do cargo”, afirmou. Ao final, Merchan desejou “boa sorte” a Trump em seu segundo mandato.

Os advogados de Trump comemoraram a ausência de punições, mas criticaram o julgamento. “Esse caso não deveria existir. É um dia triste para o país”, afirmou Todd Blanche, representante do republicano.

Impacto político e mobilização de apoiadores

Após a sentença, a campanha de Trump enviou mensagens a milhões de apoiadores alegando perseguição política. “Eles estão tentando acabar com minha presidência antes de eu assumir o cargo”, dizia o texto.

Nos bastidores, Trump utilizou o episódio para reforçar sua narrativa de vítima de uma “caça às bruxas”. Ainda assim, o caso marca um precedente histórico nos EUA, demonstrando que nem mesmo o presidente eleito está acima da lei.

Com informações do UOL

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