A complexidade do bolsonarismo: entre raízes cariocas e desafios políticos

* Paulo Baía Este artigo proporciona uma visão intrigante sobre a intrincada teia política envolvendo Jair Bolsonaro e o movimento bolsonarista, especialmente no cenário carioca. Existe uma inconsistência ao menosprezar Bolsonaro, notadamente por figuras experientes como o prefeito Eduardo Paes e a militância do PT/RJ, com exceção de Washington Quaquá e André Ceciliano, o que…

* Paulo Baía

Este artigo proporciona uma visão intrigante sobre a intrincada teia política envolvendo Jair Bolsonaro e o movimento bolsonarista, especialmente no cenário carioca. Existe uma inconsistência ao menosprezar Bolsonaro, notadamente por figuras experientes como o prefeito Eduardo Paes e a militância do PT/RJ, com exceção de Washington Quaquá e André Ceciliano, o que destaca a complexidade desse fenômeno político.

O Rio de Janeiro é apresentado como um ambiente desafiador, onde a política transcende a simples disputa e se torna uma experiência complexa. Ao mencionar lugares emblemáticos, como Posto 9, Barra de Tijuca, Praça São Salvador, Arpoador, Leme, Copacabana, Madureira, Praça Seca, Jacarepaguá, Recreio dos Bandeirantes, Guaratiba, Mangueira, Bangu, Marechal Hermes, Penha, Realengo, Bonsucesso e Campo Grande, Anchieta, Deodoro, destaca-se a diversidade geográfica e social que compõe o tecido político carioca.

A antiga relação de Bolsonaro com colegas de plenário na Câmara dos Deputados ressalta que estes não são novatos na arena política, sublinhando a inconsistência em subestimá-los. A menção a pontos de referência tradicionais, como Bip Bip, Amarelinho, Cervantes, Café Lamas e La Fiorentina, ilustra a importância de compreender as raízes políticas profundas de uma nova cidade que surgiu com o adensamento da Zona Oeste Rica e Pobre.

A afirmação de que os militantes do PT e Jair Bolsonaro não são amadores nas “paradas cariocas” aponta para uma dinâmica política madura e complexa. Essa maturidade é reforçada pela impossibilidade de subestimar Jair Bolsonaro, expressa como “caô pra paulista na Avenida Atlântica e Avenida Lúcio Costa”. Isso sugere autenticidade e força de apoio arraigadas na capital carioca, onde Jair Bolsonaro é um grande eleitor e referência eleitoral.

Aludir que todos os atores e agentes públicos jogam “Porrinha” nas Barcas Rio-Niterói e nos trens da Central do Brasil destaca, de forma jocosa, uma relação sólida entre os militantes, que conhecem profundamente o jogo político. Isso enfatiza a necessidade de compreender as nuances das relações políticas cariocas para evitar subestimar o Bolsonarismo.

Em síntese, o artigo ressalta a riqueza e complexidade das relações políticas cariocas como elementos cruciais para compreender o apoio a Jair Bolsonaro. Desafia a noção de subestimação por parte de observadores externos, evidenciando que a verdadeira compreensão desse fenômeno político requer uma imersão nas intrigadas dinâmicas da capital carioca, onde só existem “Profissionais”.

* Sociólogo, cientista político e professor da UFRJ.

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