85% da população concordam com aumento de imposto dos ricos para ajudar aqueles que vivem na pobreza, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Oxfam Brasil (Comitê de Oxford para Alívio da Fome) em conjunto com o Instituto Datafolha aponta que 85% da população concorda que o governo aumente os impostos pagos por pessoas muito ricas para financiar políticas sociais. Intitulado Nós e as Desigualdades, o estudo, publicado na quarta-feira (14), mostra que esse indicador…

Uma pesquisa realizada pela Oxfam Brasil (Comitê de Oxford para Alívio da Fome) em conjunto com o Instituto Datafolha aponta que 85% da população concorda que o governo aumente os impostos pagos por pessoas muito ricas para financiar políticas sociais. Intitulado Nós e as Desigualdades, o estudo, publicado na quarta-feira (14), mostra que esse indicador ficou estável em relação aos 84% registrados em 2021, levando em consideração a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

As informações foram publicadas pelo jornal digital Nexo.

A pesquisa da Oxfam e do Datafolha também mostra que 94% dos brasileiros concordam que o imposto pago deve beneficiar os mais pobres. Além disso, 96% dos entrevistados entendem que é obrigação dos governos garantir recursos para programas de transferência de renda e de assistência social, principalmente para quem mais precisa, e 95% defendem que o Auxílio Brasil atenda a todos que se encontram em situação de pobreza. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), as pessoas que estão em condição de pobreza são aquelas que vivem com menos de US$ 1,90 por dia.

Os entrevistadores da pesquisa ouviram 2.563 pessoas espalhadas por 130 municípios de pequeno, médio e grande porte das cinco regiões do Brasil (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior. As entrevistas ocorreram de 8 a 15 de março de 2022.

Um dos pontos defendidos pelo candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) em sua proposta de reforma tributária é a taxação de grandes fortunas, aliada a uma grande mudança nos impostos cobrados sobre o consumo. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende fazer uma ampla reforma nos Imposto de Renda para diminuir as desigualdades caso seja eleito. Ele chegou a mencionar também a possibilidade de alterar as taxas que incidem sobre o consumo. Apesar disso, o candidato petista não fala em taxar as fortunas dos muito ricos.

O candidato Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, tem uma proposta para corrigir a tabela do imposto de renda e isentar quem recebe até cinco salários mínimos. Além disso, ele quer simplificar a legislação e diminuir a carga tributária. Já Simone Tebet (MDB) promete implementar uma reforma tributária ainda nos primeiros seis meses de 2023 caso seja eleita. Seu programa de governo propõe uma revisão nos benefícios fiscais e mudanças no Imposto de Renda para diminuir as desigualdades. Ela não fala em taxação de grandes fortunas.

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