Foto: O presidente Lula recebe vacina da Covid, aplicada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin
Em artigo publicado na edição online do jornal Folha de São Paulo, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirma que “uma certeza marca a atual gestão do Ministério da Saúde, inspirada no compromisso anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o primeiro dia do seu mandato: este é um governo comprometido com a ciência, com a promoção da saúde e com as vacinas”.
Segundo Nísia, “esse compromisso foi confirmado pela retomada e fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), um programa de referência internacional que havia sido abandonado pelo governo anterior. Em um ano retomamos de forma efetiva a vacinação no Brasil”.
Essa lembrança é fundamental num momento em que enfrentamos uma falta momentânea de vacinas contra a Covid-19 no país. O Ministério da Saúde precisou tomar medidas para responder a essa questão. E tomou.
Prossegue a ministra no artigo: “O episódio ocorreu por conta dos prazos de validade dos imunizantes entregues, que eram muito curtos. Solicitamos a substituição ao fabricante, conforme previsto em contrato. E também prioridade à Anvisa na avaliação para a liberação em tempo célere dos novos imunizantes.
Neste momento, 1,2 milhão de novas doses adquiridas já foram destinadas aos estados de São Paulo, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Os demais estados receberão doses ainda em outubro. O Brasil adquiriu também mais 69 milhões de imunizantes, o que garante o abastecimento para os próximos dois anos.
Desde 2023, optamos pelas vacinas atualizadas frente às novas variantes de Covid-19 para garantir maior proteção, ainda que vacinas anteriores sejam também recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde)”.
Segundo Nísia, “Para que os imunizantes cheguem à população há uma complexa logística, que envolve diversas etapas de documentação, testes, negociação, aprovação e muitas instâncias entre os governos federal, estaduais e municipais. Esse mecanismo está bem consolidado. Excepcionalmente, no entanto, pode ocorrer a falta momentânea de alguns imunizantes, como aconteceu recentemente com vacinas contra a Covid-19”.
Conclui a miisrra: “É preciso lembrar outro fator importante: desde o período crítico da pandemia, em que a principal liderança política do país negava a efetividade da vacina, houve uma enxurrada de desinformação sobre imunização, mentiras sobre riscos e outras alegações jamais comprovadas cientificamente. Essa prática levou as pessoas a desconfiarem da efetividade do sistema de imunização e de sua importância para a saúde pública e coletiva no país.
O Movimento Nacional pela Vacinação foi uma das respostas do governo federal e alcançou a reversão da tendência de queda da cobertura vacinal, o que tirou o Brasil da lista dos 20 países que menos vacinam, fato reconhecido pelo Unicef
Quando assumimos a gestão, havia desabastecimento generalizado de vacinas como Covid pediátrica (Pfizer e Coronavac), BCG (tuberculose), hepatite-B, poliomielite oral, e tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba). Esse cenário já foi revertido, ainda que para algumas vacinas haja desafios relacionados ao mercado mundial e à produção nacional.
Para garantir a vacinação de nossas crianças, algumas vacinas como a Meningo-C e a DTP (difteria, tétano e coqueluche) foram substituídas por outras, igualmente eficazes, como a pentavalente e a Meningo-ACWY, respectivamente. Em relação à vacina contra varicela, 1,5 milhão de doses foram enviadas aos municípios, além da aquisição emergencial de 2,7 milhões de doses com a previsão de chegada das primeiras em novembro. Paralelamente, está em curso processo de compra regular. No caso das vacinas contra a febre amarela, 6,5 milhões de doses serão entregues entre novembro e dezembro.
O governo federal está comprometido com o Programa Nacional de Imunização como uma de suas políticas prioritárias na prevenção e erradicação de doenças e um dos pilares do SUS.
Queremos proteger a população e evitar o adoecimento, assim como aumentar a a pressão assistencial no SUS. Acreditamos na ciência e sabemos o impacto positivo da imunização. Também acreditamos que informar e orientar corretamente a população é a melhor maneira de proteger pessoas.
Como foi possível observar durante a pandemia, vacinas salvam vidas —e seguirão salvando.”





