O cineasta Jean-Luc Godard, um dos principais nomes do cinema mundial, morreu aos 91 anos, informou nesta terça-feira (13/09) o jornal francês Liberátion, citando fontes próximas ao diretor.
Um dos principais nomes da história do cinema mundial, o cineasta franco-suíço foi um dos expoentes da Nouvelle Vague.
Um dos expoentes da Nouvelle Vague francesa, movimento que revolucionou o cinema a partir dos anos 1950, Godard tem uma longa carreira premiada, que vai desde o prêmio de melhor realizador no Festival de Cinema de Berlim, por Acossado, até um Oscar pelo conjunto de sua obra em 2010 numa cerimônia à qual não compareceu.
Conheça a vida e a obra de Godard, publicada no site ebiografia.com:
Jean-Luc Godard nasceu em Paris, França, no dia 3 de dezembro de 1930. Filho de um médico que chefiava uma clínica na Suíça, e neto de banqueiro suíço, passou parte de sua infância e adolescência em Genebra. Licenciou-se em Etimologia na Universidade de Paris.
Em 1950, Godard entrou em contato com André Bazin, François Truffaut, Jacques Rivette, Éric Rohmer e Claude Chabrol, com os quais formaria o núcleo de diretores da Nouvelle Vague do cinema francês, movimento que se propunha renovar a cinematografia e valorizar a direção. Seu primeiro curta foi “Operation Béton” (1955).
Depois de vários curtas, assombrou o mundo com o primeiro longa-metragem “Acossado” (1959), rodado com um orçamento baixíssimo, em que adotou inovações narrativas e fez uso de uma câmera de mão rompendo as regras usadas até então. O longa que teve como protagonistas Jean-Paul Belmond e Jean Seberg foi um dos primeiros filmes da Nouvelle Vague.
Por alguns anos, Godard mostrou em seus filmes uma duplicidade existencial como em “Viver a Vida” (1962), “O Pequeno Soldado” (1963) e “O Desprezo” (1963), este baseado um uma história do romancista italiano Alberto Moravia, que marcou seu único filme ortodoxo e comparativamente caro.
Gradualmente, os filmes de Jean-Luc Godard foram perdendo seu aspecto dramático e se converteram em um instrumento político e social. São desse período: “Longe do Vietnã” (1967), “Pravda” (1969), um documentário que trata da invasão soviética da Tchecoslováquia, “Vento do Oriente” (1969) e “Até a Vitória” (1970).
Durante a década de 70, Godard dirigiu vários filmes para a televisão. Entre 1980 e 1988, Godard fez também para a televisão a série “Histórias do Cinema”, onde mostra sua personalíssima visão sobre essa arte no século XX. Ainda na década de 80, o trabalho mais notável de Godard foi a trilogia: “Passion” (1982), “Prénom Carmen” (1983) e o polêmico “Je Vous Salue Marie” (1984), que foi proibido no Brasil por fazer uma livre reinterpretação da vida da Virgem Maria.
Entre outros filmes de Godard destacam-se: “Uma Mulher é uma Mulher” (1962), “Pierrot Le Fou” (1964), ambos com sua então mulher Ana Karina, que estrelou em sete de seus filmes, fase conhecida como “Anos Karina”, “Week-end a Francesa” (1968), “Elogio do Amor” (2001), “Nossa Música” (2004), “Filme Socialismo” (2010) e “Adeus à Linguagem” (2014).
Jean Luc Godard recebeu vários prêmios, entre eles: “Urso de Ouro”, no Festival de Berlim, por “Alphaville” (1965), “Urso de Prata Especial”, no Festival de Berlim, por “Charlotte et son Jules” (1960), “Urso de Prata de Melhor Diretor”, no Festival de Berlim, por “À Bout de Souffe” (1959), o “Leão de Ouro” do Festival de Veneza, por “Prenome Carmem” (1983”, duas nomeações ao “César”, na categoria de Melhor Filme e de Melhor Realizador, por “Suave Qui Peut” (1979) e “Passion” (1982) e o “Oscar Honorário, em 2010.





