Rivais no cenário nacional, o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, unem forças em 85 cidades do Brasil para apoiar os mesmos candidatos a prefeito nas eleições de 2024.
O levantamento foi feito pelo g1, com base nos dados, divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na manhã desta sexta-feira (16), revelam que essa aliança inusitada inclui também o PCdoB e o PV, que fazem parte da federação partidária Federação Brasil da Esperança, junto com o PT.
Como os partidos podem substituir candidatos até o dia 16 de setembro, esses números ainda podem sofrer alterações.
A federação partidária obriga os partidos a atuarem como uma única entidade nacionalmente por pelo menos quatro anos, unificando recursos e agendas políticas. Quando essa essa aliança é uma coligação regional, vale apenas para cargos majoritários, como prefeituras, e restrita ao período eleitoral.
Maranhão é o estado com maior número dessas alianças
O Maranhão é o estado com o maior número de candidaturas apoiadas conjuntamente por PT e PL, somando 22 cidades. Em São Paulo, estado governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro de Bolsonaro, são 12 cidades onde os dois partidos compartilham o palanque.
Veja a lista das 85 cidades neste link do g1
Das 85 candidaturas com apoio de PT e PL, 12 têm como candidato a prefeito um membro do PL, enquanto em três cidades, o PT lidera as candidaturas.
Partidos divergem sobre alianças
Uma resolução do PL proíbe a formação de coligações regionais com a Federação Brasil da Esperança e com a federação PSOL-Rede, além de outras siglas de esquerda. Segundo o PL, a participação em tais coligações pode levar a sanções disciplinares. Entretanto, o partido não esclareceu como lidará com as candidaturas em que PT e PL estão juntos.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reforçou em uma rede social no início de agosto que “não existe nenhuma hipótese de coligação com o PT” para as eleições municipais de 2024.
Por outro lado, o PT afirma que seu único veto é para candidatos diretamente associados ao bolsonarismo, independente do partido. A única exceção a essa regra se aplica a cidades com mais de 100 mil habitantes, onde o veto não será aplicado.





