Trump defende ataque, prevê guerra por semanas e rejeita diálogo com Irã

Presidente dos EUA afirma que objetivo é destruir capacidade militar iraniana e impedir avanço nuclear do país

Em sua primeira manifestação pública sobre o atual confronto militar no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva contra o Irã deve se prolongar por “quatro ou cinco semanas, ou mais”. As declarações foram feitas durante cerimônia de entrega de medalhas a veteranos realizada na Casa Branca.

No discurso, Trump defendeu a continuidade da ação militar e afirmou que o objetivo da operação é eliminar capacidades estratégicas iranianas. Segundo ele, os EUA pretendem destruir mísseis, desmantelar a Marinha do país e impedir que o regime avance em suas ambições nucleares ou continue financiando grupos armados na região.

“Não dá para lidar com essas pessoas”, afirmou o presidente, sinalizando que não pretende retomar negociações com Teerã. Antes do agravamento do conflito, Washington e o governo iraniano discutiam um possível acordo de não proliferação nuclear.

Objetivos declarados da ofensiva

Trump afirmou que a operação militar representa, segundo ele, “nossa última e melhor chance” de neutralizar a ameaça iraniana. O presidente voltou a criticar o acordo nuclear firmado na gestão do ex-presidente Barack Obama, dizendo estar satisfeito por tê-lo abandonado anos atrás.

De acordo com o chefe da Casa Branca, forças americanas já estariam destruindo estoques e linhas de produção de mísseis iranianos e teriam afundado ao menos dez embarcações militares do país. Ele acrescentou que a liderança iraniana teria sido neutralizada rapidamente no início da ofensiva, embora não tenha detalhado quais autoridades foram atingidas.

Trump listou como metas da guerra:

impedir que o Irã obtenha armas nucleares

cortar o financiamento estatal iraniano a grupos armados no Oriente Médio

O presidente também afirmou que negociações anteriores fracassaram após, segundo ele, o governo iraniano recuar de compromissos já assumidos.

Mortes de militares ampliam tensão

O conflito já deixou baixas entre as forças americanas. No domingo, o Pentágono informou que três militares morreram e cinco ficaram gravemente feridos após um contra-ataque iraniano contra posições americanas. Um dos feridos morreu posteriormente, elevando para quatro o número de mortos.

Segundo a rede CNN, outros 18 soldados seguem em estado grave. Já a emissora NBC relatou que os militares atingidos estavam baseados no Kuwait, aliado estratégico dos EUA que abriga instalações militares americanas.

Em nota publicada nas redes sociais, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA afirmou que operações continuam em curso e que a resposta militar está sendo ampliada.

Conflito pode se prolongar

As declarações de Trump indicam que Washington não trabalha com uma solução rápida para a crise. Ao prever semanas de combate e descartar negociações no curto prazo, o presidente sinaliza que a estratégia americana prioriza a pressão militar para forçar mudanças no comportamento do governo iraniano.

A escalada eleva o risco de desestabilização regional, sobretudo pela presença de bases americanas espalhadas pelo Oriente Médio e pelo potencial envolvimento indireto de aliados locais.

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