Três semanas após o início da guerra contra o Irã, o governo de Donald Trump enfrenta resistência internacional. O presidente americano, que iniciou a ofensiva sem consultar parceiros estratégicos, agora cobra apoio militar para reabrir o Estreito de Ormuz, principal rota petrolífera do mundo.
Em entrevista ao Financial Times, Trump sugeriu que a falta de cooperação pode comprometer o futuro da Otan. O presidente afirmou ter contatado ao menos sete governos solicitando fragatas para escoltar a navegação no Golfo Pérsico, bloqueada pelo Irã desde os primeiros dias do conflito.
A Alemanha disse não. Itália, Espanha e Grécia seguiram o posicionamento germânico e recusaram o envio de tropas. No cenário global, Japão e Austrália também descartaram envolvimento militar, enquanto a China pediu o fim imediato das hostilidades para proteger o comércio de energia.
Impasse e Diplomacia
Enquanto o bloco europeu demonstra unidade na negativa, o Reino Unido e a União Europeia mantêm cautela:
- Reino Unido: O premiê Keir Starmer busca uma solução diplomática e ainda não confirmou se enviará os navios prometidos anteriormente.
- União Europeia: Kaja Kallas, chefe da diplomacia, afirmou que o bloco discute ações, mas evitou o confronto direto com Washington.
O lado iraniano
Do outro lado, o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a passagem pelo Estreito de Ormuz está autorizada para diversas nações, exceto para quem o país considera “inimigos”.
Frustração em Washington
Ao retornar à Casa Branca, Trump não escondeu a irritação com as negativas. O presidente criticou países que, segundo ele, foram protegidos pelos EUA por décadas e agora se recusam a colaborar no momento de crise.





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