TRE questiona Polícia Federal sobre atraso em investigação contra Carla Caputi, prefeita de São João da Barra

Desembargadora mandou PF explicar porque não cumpriu prazo de 90 dias para conclusão das diligências

A desembargadora Tathiana de Carvalho Costa, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mandou a Polícia Federal (PF) explicar como estão as investigações pedidas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), sobre as acusações de que a prefeita reeleita de São João da Barra, Carla Caputi (União), teria distribuído benefícios financeiros para coagir eleitores a votarem em candidatos de sua base aliada nas eleições de 2024.

Em decisão na última sexta-feira (4), a desembargadora questionou a PF pelo fato da instituição não ter cumprido o prazo de 90 dias dado pelo TRE e pelo MPE para conclusão das diligências sobre o caso. “Tendo em vista o decurso dos 90 dias concedidos sem qualquer manifestação, notifique-se a Autoridade Policial para que informe as razões para o descumprimento do prazo”, afirmou a desembargadora no despacho.

O inquérito criminal para apurar as denúncias foi instaurado pelo TRE em novembro, por decisão do desembargador Fernando Cabral, a pedido do MPE, após o órgão ter recebido denúncia anônima de compras de votos pela prefeita. O esquema envolveria a distribuição de 4.000 cartões com valor individual de R$ 650, além da contratação, através de empresas terceirizadas, de pessoas “além do necessário na rede escolar”. As vagas teriam sido distribuídas “aos vereadores da situação”.

A prefeita nega as acusações. Carla Caputi foi reeleita em 2024 com 77,76% dos votos da cidade. Em segundo lugar ficou Danilo Barreto (Novo), com 22,24 $ dos votos válidos.

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