Um poderoso terremoto matou pelo menos 95 pessoas no Tibete na manhã de terça-feira (7), pelo horário local — que corresponde à noite de segunda-feira (6) no Brasil —, conforme informou a agência de notícias Associated Press (AP). Os tremores, causados pelo terremoto e outros secundários, foram sentidos na região oeste da China, onde está localizado o Tibete, e no Nepal, do outro lado da fronteira.
A agência oficial Xinhua divulgou que, além das vítimas fatais, outras 130 pessoas ficaram feridas, segundo informações da sede regional de socorro em desastres.
Terrifying scenes as a 6.8-magnitude earthquake strikes Tibet's Lhatse County, claiming at least 32 lives—captured on camera.#Tibet #earthquake #TibetEarthquake pic.twitter.com/KdJNGNsuYU
— Sneha Mordani (@snehamordani) January 7, 2025
Cerca de 1,5 mil bombeiros e trabalhadores de resgate foram deslocados para a área, com a missão de procurar por sobreviventes nos escombros, informou o Ministério da Gestão de Emergências. Os números de mortos e feridos continuam sendo atualizados à medida que o trabalho de resgate avança.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) confirmou que o terremoto teve magnitude 7,1 e foi relativamente raso, com profundidade de aproximadamente 10 quilômetros. Já a China registrou a magnitude como sendo 6,8.
O epicentro do tremor foi localizado cerca de 75 quilômetros ao norte do Monte Everest, na fronteira entre a China e o Nepal. A região é conhecida por ser sismicamente ativa, devido ao choque das placas tectônicas da Índia e da Eurásia, o que provoca elevações nas montanhas do Himalaia. Esses movimentos podem alterar a altura dos picos mais altos do planeta.
De acordo com a emissora estatal CCTV, cerca de mil residências foram danificadas. A agência também registrou cerca de 50 tremores secundários nas três horas seguintes ao terremoto.
A altitude média da área ao redor do epicentro é de aproximadamente 4.200 metros (13.800 pés), informou o Centro de Redes de Terremotos da China por meio de uma postagem nas redes sociais.
A CCTV também relatou que há algumas comunidades localizadas a menos de 5 quilômetros do epicentro, que está a 380 quilômetros de Lhasa, a capital do Tibete, e a cerca de 23 quilômetros de Shigatse, a segunda maior cidade da região.
A aproximadamente 230 quilômetros de distância, na capital do Nepal, Kathmandu, o terremoto acordou os moradores, que correram para as ruas.
O USGS destacou que, ao longo do último século, a área onde ocorreu o terremoto de terça-feira já registrou 10 terremotos com magnitude de pelo menos 6.
Kathmandu, a maior cidade do Nepal, abriga mais de 2 milhões de pessoas. Moradores entrevistados por agências de notícias disseram ter sentido o forte tremor. Até o momento desta publicação, não havia informações sobre danos ou feridos.
A região, situada em uma zona de encontro de placas tectônicas, é conhecida por sua atividade sísmica. A área abriga uma grande cadeia de montanhas, incluindo o Monte Everest, o pico mais alto do mundo.
Em 2015, um terremoto de magnitude 7,8 causou o deslocamento do Monte Everest em três centímetros para o sudoeste, segundo pesquisas realizadas. Naquele ano, dois grandes tremores causaram mais de 8,7 mil mortes no Nepal, entre elas, 18 alpinistas que estavam escalando o Everest. Foi o pior desastre sísmico no país desde a década de 1930, com Kathmandu sendo uma das áreas mais atingidas.
Com informações do g1.





