Depois de 119 dias de greve, o Sindicato dos Atores americanos (SAG, na sigla em inglês) aprovou um acordo que poderá pôr fim à mais longa greve de atores contra os estúdios de cinema e TV da história de Hollywood.
Em comunicado na quarta-feira, o sindicato afirmou que a greve terminaria oficialmente às 12h01 desta quinta-feira (9). O acordo foi aprovado por unanimidade pelo comitê de negociação do sindicato. O próximo acordo vai para o conselho nacional do SAG para aprovação na sexta-feira (10).
Nas negociações, os estúdios ofereceram proteções para os atores em relação ao uso a inteligência artificial e um aumento salarial histórico, que fará com que a maioria dos salários mínimos aumente em 7%, dois por cento acima do recebido pelos sindicatos dos roteiristas, o Writers Guild of America (WGA) e o Directors Guild of America (DGA).
A greve dos atores continuou um mês a mais após o fim da greve dos roteiristas de Hollywwod, que durou 148 dias. Antes deste ano, a greve mais longa de atores contra as empresas de televisão e cinema durou 95 dias, em 1980.
Recentemente, celebridades lideradas por George Clooney haviam se reunido com a presidente do SAG, Fran Drescher, e com o negociador-chefe do sindicato, Duncan Crabtree-Ireland, para propor uma alternativa a fim de ajudar num acordo. A proposta dos atores mais bem sucedidos na indústria foi de cortar o limite de contribuição de acordo com faturamento para o sindicato. Com isso, os atores que recebem maior salário passariam a pagar um valor maior de contribuição sindical, que poderia ser repassado para um fundo de auxílio aos profissionais de menor faturamento. Os astros também propuseram que coadjuvantes e figurantes recebessem antes de protagonistas os valores residenciais de trabalhos em filmes e séries.
Com informações de O Globo.





