A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, declarou nesta quarta-feira que o regramento para as contas públicas elaborado pela equipe econômica do governo Lula – o chamado arcabouço fiscal – levará à redução na taxa básica de juros em 45 dias – ou seja, na próxima reunião do Copom.
— Só apresentar [a proposta] e se for um bom arcabouço já vai permitir que na próxima reunião do Copom, daqui com 45 dias, esses juros possam começar a cair e isso significa que tudo vai ficar mais barato na vida das pessoas. Ou seja, o preço dos produtos, do supermercado, tende a cair, e aqueles que precisam de empréstimo, setor produtivo, agronegócio, comércio, vão pegar a juros mais baratos, investir mais, a economia vai crescer, gerar mais empregos — afirmou a ministra, em entrevista à Rádio Tribuna Lina do Mato Grosso do Sul.
O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne a cada 45 dias para analisar o cenário econômico e definir a taxa que valerá até a próxima reunião.
O Banco Central anuncia na noite desta quarta-feira se altera ou não a taxa básica de juros (Selic) do país, em meio as críticas do presidente Lula e aliados ao patamar atual de 13,75% ao ano. É a segunda definição sobre juros – com o BC autônomo – no governo Lula.
Para Tebet a taxa de juros “precisa cair”, porém, o Brasil deve fazer “o dever de casa” em relação às contas públicas. Isto é, não gastar mais do que arrecada:
— Ninguém pode gastar mais do que recebe (…) Por equívocos do passado, hoje o Brasil gasta muito e gasta mal. Gasta mais do que arrecada, então diante disso fica rolando a sua dívida. Quando você gasta mais do que pode, você entra em uma insegurança e todo mundo que vai emprestar para você, quer emprestar por juros muito altos. O Brasil cai na mão de bancos que cobram ‘pela insegurança’ taxas de juros muito altas — disse Tebet.
As informações são do Globo online.






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