Depois de nove meses dos ataques golpistas do 8 de Janeiro, uma tapeçaria de Burle Marx, estimada em R$ 4 milhões, voltou a ser exposta no Salão Negro do Congresso Nacional.
A peça passou por um trabalho de restauração que durou três meses após ter sido arrancada da parede, urinada por vândalos e ter recebido jatos de pó de extintor de incêndio durante os ataques. O custo estimado foi de R$ 250 mil para restauração, transporte e seguro.
Essa obra estava entre as de maior valor entre as danificadas pelos vândalos no Senado Federal.
A tapeçaria em algodão, com quase cinco metros de altura, foi criada em 1973 pelo artista e integra o patrimônio do Senado. Segundo o órgão, esta é a 19ª obra recuperada de um total de 21 peças vandalizadas durante a invasão de 8 de janeiro.
As obras e recuperações após os ataques já custaram milhões à Câmara e ao Senado e ainda faltam peças em restauração, como o painel vermelho de Athos Bulcão, também no Salão Nobre, e o quadro da assinatura da primeira constituição republicana, de Gustavo Hastoy.
Outros itens como os cinco quadros pertencentes à galeria de ex-presidentes do Senado Federal, no Salão Nobre, também foram danificados e já recuperados. Entre eles, há retratos de José Sarney. Renan Calheiros e Hames Tebet.
As primeiras perícias feitas logo após os ataques na Câmara estimavam em ao menos R$ 3 milhões os prejuízos causados ao patrimônio público. O valor incluía mesas de vidro, cadeiras, mais de 400 computadores quebrados, além duas de caminhonetes de Polícia Legislativa. No Senado, a estimativa era a de que o prejuízo superaria R$ 4 milhões.
Com informações de O Globo.




