Susto no palanque. Em Duque de Caxias, palco treme no momento em que Bolsonaro abraça Romário (vídeo)

Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados passaram por um susto na manhã desta sexta-feira durante comício em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No momento que o presidente abraçou o senador Romário – que até semana passada relutava em aderir à campanha do presidente – o palco tremeu, num movimento de instabilidade que assustou a…

Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados passaram por um susto na manhã desta sexta-feira durante comício em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No momento que o presidente abraçou o senador Romário – que até semana passada relutava em aderir à campanha do presidente – o palco tremeu, num movimento de instabilidade que assustou a todos. Minutos antes uma sacola foi lançada ao palco também trazendo apreensão nos convidados.

Junto do governador reeleito Cláudio Castro (PL), do senador Romário (PL) e do ex-prefeito Washington Reis (MDB), Bolsonaro chega a se escorar em pessoas que o acompanhavam. Em seguida, um militar isola o espaço, e Reis dá pulos no palco para se certificar de que não havia problema algum. E então, o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do presidente, se abaixa e pega para verificar se a sacola estava vazia.

Na momento do incidente, um dos mais assustados oi o senador eleito pelo Espírito Santo Magno Malta (PL), que também tenta salvaguardar o presidente, enquanto Castro se dirige ao fundo do palco. Quando se percebeu que não havia maiores riscos, o próprio Bolsonaro tenta acalmar seus aliados, puxa Reis para a frente do palanque, dá três pulos e levanta os braços para o público, demonstrando que estava tudo bem.

Quando seu discurso começou, Bolsonaro disse que durante comício em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que, caso reeleito, trabalhará para que a redução da maioridade penal seja aprovada em seu primeiro ano do novo governo. Ele também prometeu se engajar da mesma forma para que seja aprovado o excludente de ilicitude para policiais em todo o território nacional. Para isso, o presidente se valeu de uma fake news compartilhada em aplicativos de conversa e redes sociais, que atribui ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma falsa fala, na qual teria dito que “ladrões roubam para tomar uma cervejinha”. Ao se referir ao governo do adversário, Bolsonaro chegou a afirmar que “usaram o povo nordestino para assaltar o Brasil”.

— No meu governo não há corrupção. Alguns não gostam que sou grosso. Não vou negar que sou mesmo. Dizem que falo palavrão, mas não dizem que sou ladrão. O outro lado não respeita a família de cada um de nós. Eles criaram uma ideologia de gênero para levar o sexo para a sala de aula. O outro lado quer legalizar as drogas. Enquanto isso, o outro (Lula) diz que o ladrão rouba para comprar uma cervejinha. No ano que vem, vamos aprovar a redução da maioridade penal e o excludente de ilicitude para você, policial — disse o presidente.

Além de Romário, Clarissa Garotinho (União) e Daniel Silveira (PTB) também estavam presentes no palco. Nenhum deles discursou e, no palco, não se cumprimentaram ou tiveram qualquer interação.

O candidato à reeleição visita a Baixada três dias após seu adversário na corrida ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cumprir agenda em Belford Roxo. O local, a Praça do Pacificador, fica na única zona eleitoral dos 13 municípios da região (a 103ª ZE) em que o petista se aproximou da votação do adversário — diferença inferior a três pontos percentuais.

Centenas de pessoas se aglomeravam desde 9h na Praça do Pacificador. No palco montado no local, um painel estampa a imagem da coligação formada em torno na reeleição de Bolsonaro, com Reis, Castro ao lado do presidente. Nas caixas de som, o jingle “Capitão do Povo” é tocado em repetição. A música só foi pausada por um breve momento, quando as caixas de som tocaram uma versão instrumental de Sampa, de Caetano Veloso, opositor de Bolsonaro e frequentemente atacado por seus eleitores.

Castro pediu para que seus eleitores convertam votos para Bolsonaro.

— Não se deixe enganar, quem colocou R$ 600 na mão do pobre foi Bolsonaro. Não adianta vir aqui hoje se não completarmos a nossa jornada, isso é bíblico — disse Castro sobre o auxílio que foi aprovado pelo Congresso Nacional.

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