O senador Sergio Moro oficializa, nesta terça-feira (24), sua filiação ao Partido Liberal (PL) com o objetivo de disputar o governo do Paraná nas eleições de outubro.
A mudança partidária ocorre após impasses com o PP no estado, especialmente em relação ao apoio à sua pré-candidatura ao Executivo estadual.
A entrada no PL também marca uma reaproximação de Moro com o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2018, o então juiz federal foi convidado por Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça no início do governo.
À época, ele vinha fortalecido pela atuação na Operação Lava Jato, que teve grande impacto político e jurídico no país. A relação entre os dois se deteriorou em 2020, quando Moro deixou o governo acusando interferência política na Polícia Federal.
No entanto, em 2022, Moro decidiu apoiar a reeleição de Bolsonaro, afirmando que havia colocado de lado suas divergências, gesto que foi correspondido pelo ex-presidente ao declarar que “apagava o passado”.
Essa reaproximação teve efeitos políticos relevantes, especialmente ao reduzir resistências dentro do eleitorado bolsonarista e reinserir Moro no campo da direita mais alinhada ao ex-presidente. Após a derrota de Bolsonaro nas eleições para Luiz Inácio Lula da Silva, a relação entre ambos se manteve amistosa. Já no Senado, Moro passou a se posicionar como uma das principais vozes de oposição ao governo Lula, consolidando seu espaço nesse espectro político.
A filiação consolida o movimento do senador para viabilizar sua candidatura e reorganizar sua base de apoio político no estado.





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