Segundo testemunha, policial penal que matou torcedor após Fla x Flu tentou atirar na cabeça do outro torcedor

O policial penal Marcelo de Lima tentou acertar um tiro na cabeça do cinegrafista Bruno Tonini Moura durante a confusão em que o também cinegrafista Thiago Leonel Fernandes da Motta foi morto, no último sábado (1). O tiro, no entanto, pegou de raspão. É o que afirma uma testemunha que estava no bar da Zona…

O policial penal Marcelo de Lima tentou acertar um tiro na cabeça do cinegrafista Bruno Tonini Moura durante a confusão em que o também cinegrafista Thiago Leonel Fernandes da Motta foi morto, no último sábado (1). O tiro, no entanto, pegou de raspão. É o que afirma uma testemunha que estava no bar da Zona Norte do Rio, onde o crime aconteceu.

De acordo com a testemunha, o policial penal, após dar dois tiros no peito de Thiago, correu atrás de Bruno e efetuou muitos disparos. Dois acertaram na barriga e um no braço. Bruno teria caído no chão. Foi quando, segundo a testemunha, Marcelo mirou em direção à cabeça da vítima.

“Por sorte, ele (Bruno) se mexeu e o tiro acertou de raspão”, conta a testemunha. Segundo amigos de Bruno, o estado dele é considerado grave. Ele está em coma induzido, no CTI de um hospital particular.

Marcelo de Lima, é um inspetor de Polícia Penal que estava de folga. Ele foi encaminhado à Delegacia de Homicídios por policiais militares e autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil contra Thiago Leonel Fernandes da Motta e tentativa de assassinato contra Bruno Tonini Moura.

Marcelo foi transferido para a Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, destinada a policiais civis e penais da ativa, na tarde desta segunda-feira (3).

Thiago Motta era operador de câmera, diretor de fotografia e sambista. Ele foi um dos criadores do Samba pra Roda, que ganhou fama ao tocar no Bar do Omar.

Um vídeo mostra as pessoas curtindo no bar exatamente no momento dos tiros. Pelas imagens, é possível ouvir nove disparos efetuados. A princípio, os torcedores parecem não entender o que estava acontecendo, mas logo em seguida se abaixam e buscam por proteção.

A concentração de tricolores foi motivada pelo clássico Fla-Flu, que aconteceu no Estádio do Maracanã, localizado bem próximo ao bar.

Informações preliminares da Polícia Civil indicam que houve uma discussão entre os envolvidos. A testemunha, no entanto, alega que Thiago e Bruno tiveram uma discussão sobre futebol com outro homem no bar, antes de serem atingidos pelo policial penal.

Com informações do G1.

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