Rússia bombardeia Kiev e mata ao menos quatro pessoas em ataque massivo

Ucrânia afirma que escolas, prédios residenciais e patrimônio histórico foram atingidos durante ofensiva

A Rússia realizou na madrugada deste domingo (24) um dos maiores ataques da guerra contra a Ucrânia, atingindo principalmente a capital Kiev com uma ofensiva massiva de drones e mísseis. Segundo autoridades ucranianas, ao menos quatro pessoas morreram, sendo duas na capital, enquanto mais de 60 ficaram feridas.

De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, o ataque combinado incluiu cerca de 600 drones e 90 mísseis disparados pelas forças russas. Os sistemas de defesa aérea conseguiram destruir ou neutralizar 549 drones e 55 mísseis antes que atingissem os alvos.

Mesmo assim, diversos projéteis conseguiram atravessar as defesas e provocaram destruição em áreas civis e estruturas estratégicas em diferentes regiões do país.

Mísseis hipersônicos

Segundo agências estatais russas, Moscou utilizou quatro tipos de mísseis hipersônicos na ofensiva: Oreshnik, Iskander, Kinzhal e Zircon.

O Ministério da Defesa russo afirmou que os ataques foram uma resposta às ações ucranianas contra alvos civis dentro do território russo. Ainda segundo Moscou, os bombardeios tiveram como foco instalações de comando militar, bases aéreas e estruturas do complexo militar-industrial da Ucrânia.

Na véspera do ataque, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já havia alertado que a Rússia preparava uma nova ofensiva utilizando o míssil hipersônico Oreshnik. Segundo ele, o aviso foi baseado em informações de inteligência compartilhadas por Ucrânia, Estados Unidos e países europeus.

Alvos civis atingidos

Horas após os ataques, Zelensky afirmou nas redes sociais que os mísseis russos atingiram “prédios residenciais comuns, escolas” e provocaram incêndios em um dos mercados de alimentos mais antigos de Kiev.

O presidente também afirmou que o bombardeio destruiu o Museu de Chernobyl, danificou o Museu Nacional de Arte e atingiu o edifício que abriga o escritório da emissora alemã ARD.

“Já conversei com o presidente da França e o primeiro-ministro da Noruega. Haverá mais conversas com nossos parceiros hoje. Sou grato a todos que não se calam diante do que a Rússia está fazendo”, declarou Zelensky.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que outras regiões do país também foram atingidas pela ofensiva.

Arma considerada impossível de interceptar

O míssil Oreshnik, utilizado pela Rússia na ofensiva, já havia sido empregado em outros dois ataques durante a guerra. O armamento possui alcance de milhares de quilômetros e pode transportar ogivas nucleares.

O presidente russo, Vladimir Putin, já declarou anteriormente que o sistema seria impossível de interceptar por viajar a uma velocidade superior a dez vezes a velocidade do som.

Especialistas militares consideram o armamento um dos principais símbolos da escalada tecnológica do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Guerra completa quatro anos

O novo bombardeio acontece poucos dias após outro grande ataque aéreo realizado pela Rússia em 13 de maio, considerado pelas autoridades ucranianas o maior em um intervalo de 48 horas. Na ocasião, 11 pessoas morreram.

A guerra na Ucrânia completou quatro anos em fevereiro de 2026. O conflito começou em 2022, quando a Rússia iniciou uma invasão em larga escala contra o território ucraniano.

Desde então, diversas tentativas de negociação mediadas por potências ocidentais fracassaram e ainda não resultaram em um cessar-fogo definitivo entre os dois países.

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