O senador Romário (PL-RJ) está de volta ao Senado Federal. Após 4 meses de licença, o ex-jogador reassume seu mandato nesta quinta-feira (9), enquanto o suplente Bruno Bonetti devolve a cadeira que ocupava desde 16 de dezembro de 2025.
A licença de Romário, que durou exatos 120 dias, foi “previamente planejada com o partido” desde o início do mandato, conforme nota divulgada pelo próprio senador em dezembro. O objetivo era permitir que Bruno Bonetti, primeiro suplente e presidente municipal do PL no Rio de Janeiro, tivesse “a oportunidade de representar o Rio de Janeiro no Senado”.
“A licença é apenas uma pausa na rotina em Brasília, não no meu compromisso com o Rio de Janeiro e com o Brasil”, afirmou Romário ao anunciar o afastamento em dezembro.
Durante os 4 meses no cargo, Bonetti se destacou como articulador político do PL e defensor de pautas conservadoras. Em seu discurso de posse, o suplente anunciou voto favorável ao PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelo 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Também criticou o governo Lula e reforçou valores de direita.
A cerimônia de posse de Bonetti em dezembro contou com a presença de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, do ex-vereador Carlos Bolsonaro, e de deputados federais do partido, sinalizando a importância estratégica da vaga para a legenda.
Durante o período, Bonetti recebeu a remuneração integral de senador, cerca de R$ 46 mil mensais, enquanto Romário ficou sem salário. A licença não remunerada do titular foi uma das condições do acordo partidário.
A volta de Romário ocorre em momento estratégico para o PL. O partido busca conquistar maioria no Senado nas eleições de 2026, quando dois terços da Casa serão renovados. O controle da Casa Alta é prioridade tanto para o entorno de Bolsonaro quanto para o governo Lula, já que o presidente do Senado conduz processos de impeachment contra ministros do STF.
Com o retorno de Romário, Bonetti volta à condição de primeiro suplente e o PL perde a representação direta que tinha na cadeira carioca. A troca, porém, era esperada e faz parte da estratégia partidária de alternância para preservar a vaga na eleição de 2026.




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