O repórter Pedro Figueiredo recebeu neste sábado (23) a medalha Pedro Ernesto – maior comenda da Câmara Municipal do Rio. Pedro cobriu durante anos o legislativo carioca e atualmente atua no Congresso Nacional, em Brasília, pela Globo News. A iniciativa foi da vereadora Rosa Fernandes (PSD).
A entrega chamou a atenção pelo local onde ocorreu: no Fuska Bar, boteco em Botafogo, zona sul do Rio. A solenidade estava prevista para o plenário do Palácio Pedro Ernesto nesta segunda (25). Mas um conflito de agendas e horários de voo não permitiria que o marido de Pedro, o também jornalista Erick Rianelli, participasse da cerimônia. O casal mora em Brasília há dois anos.
O jeito foi fazer a entrega na comemoração de aniversário de Pedro, que completou 33 anos na última sexta feira (22). “Uma situação inédita”, disse Rosa Fernandes, vereadora com maior numero de mandatos da Câmara. No meio da rua, com convidados de pé e samba rolando, o agora comendador municipal agradeceu a medalha e ressaltou a importância das identidades no processo político.
“Está no cerne do processo legislativo a questão da identidade. Temos a vereadora de Irajá, o vereador da saúde, vereadores que defendem direitos dos animais ou ate mesmo os interesses daqueles que professam a fé evengélica. Mas quando se fala de identidade de minorias, como a defesa dos direitos das mulheres, das pessoas negras ou das pessoas LGBTQIA+, isso é visto como uma pauta identitária que atrapalharia o debate e as pautas mais sociais. Não é justo. Afinal é importante colocar comida é importante. Mas brigar por dignidade também é”, disse.
O discurso, de improviso, Valorizou ainda duas identidades com as quais Pedro se identifica:
“Se eu pudesse passar um recado para uma criança LGBT do Cachambi de hoje, assim como eu fui, eu poderia usar a célebre expressão do ex presidente Barack Obama, ‘Yes we can’. Mas vou traduzir pra um bom carioquês. ‘Sim, mermão, a gente também pode ocupar esses espaços. Vamos com tudo’”





