A relatora da CPI do 8 de Janeiro, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), pede no relatório final o indiciamento de 56 pessoas, entre civis e militares. Dentre os nomes, estão o do ex-presidente Jair Bolsonaro, dos ex-ministros Braga Netto e Augusto Heleno, e do ex-chefe da Ajudância de Ordens Mauro Cid.
A discussão e a votação do relatório estão sendo feitas na terça-feira (17/10). Enquanto a base governista tenta atrelar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à mentoria intelectual dos atos antidemocráticos, a oposição sustenta a narrativa de que membros do governo federal estavam cientes sobre o perigo e foram omissos.
Na lista dos indiciamentos propostos, estão também os ex-comandantes da Marinha, Almir Garnier Santos, e do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, além dos generais Luiz Ramos (que foi ministro da Secretaria de Governo sob Bolsonaro) e Paulo Sérgio (Ministro da Defesa do ex-mandatário).
Militares da ativa que foram ajudantes de ordens ou assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro também estão no rol dos pedidos de indiciamento. São eles: o tenente coronel Mauro Cid, o coronel Marcelo Câmara e o sargento Luis Marcos Reis.
Os militares foram acusados dos crimes de prevaricação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Alguns militares que chegaram a ser ouvidos pela CPMI, como o general Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI, e o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, que era o chefe do Comando Militar do Planalto no início do ano, ficaram de fora do relatório final.
Com informações do Metrópoles e do GLOBO.





