Presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli defende CPI do Detro e extinção do órgão

Declaração de Delaroli reacende debate sobre a atuação do departamento e apreensão de veículos de trabalhadores

O Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro) voltou ao centro do debate político na Assembleia Legislativa (Alerj). Durante a sessão plenária desta terça-feira (10), o presidente em exercício da Casa, deputado Guilherme Delaroli (PL), defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a atuação do Detro e voltou a falar abertamente sobre a possibilidade de extinção do órgão.

A manifestação ocorreu após denúncia feita pelo deputado Filippe Poubel (PL) sobre uma operação realizada pelo departamento no Aeroporto Internacional do Galeão, na manhã do mesmo dia. Segundo o parlamentar, a ação teria resultado na retenção de veículos utilizados por trabalhadores.

Operação no Galeão motiva reação na Assembleia

Ao comentar o episódio, Delaroli afirmou que pretende cobrar esclarecimentos formais do Detro e anunciou que irá solicitar informações detalhadas sobre o número de agentes de segurança cedidos ao órgão. A intenção, segundo ele, é avaliar a devolução desses profissionais às suas funções de origem.

“Por mim o Detro poderia até acabar e todos os policiais cedidos voltarem para reforçar a tropa de segurança, algo que a gente precisa tanto no Estado, e abrir uma CPI para investigar o Detro. Vou mandar um ofício para que eles nos informem quantos policiais militares, policiais civis e guardas municipais estão à disposição do órgão. Eles poderiam estar fazendo a segurança da população, mas estão correndo atrás do trabalhador”, afirmou Delaroli.

Indicação legislativa propõe extinguir o órgão

Poubel reforçou as críticas à atuação do Detro e avaliou que operações com apoio de agentes de segurança acabam penalizando trabalhadores que dependem de seus veículos para garantir renda. O deputado destacou que apreensões e multas afetam diretamente pessoas que utilizam carros e motos como instrumento de trabalho.

“Tenho uma Indicação Legislativa para acabar com o Detro de vez. É um departamento que só existe no Rio de Janeiro. Eles fazem uma perseguição aos motoristas de transporte alternativo que não fazem com as empresas de ônibus, por exemplo, que prestam um serviço precário”, declarou Poubel.

Segundo o parlamentar, a proposta já está em tramitação na Alerj e busca transferir as atribuições atualmente exercidas pelo departamento para outros órgãos da estrutura estadual.

CCJ também defende redistribuição das atribuições

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Alerj, deputado Rodrigo Amorim (União), também se posicionou a favor da extinção do Detro e lembrou que é signatário da indicação apresentada por Poubel. Para ele, as funções do departamento poderiam ser absorvidas pela Secretaria de Estado de Transportes e Mobilidade e por agências reguladoras.

“Sou autor de emendas ao orçamento para fortalecer a atividade das agências. Precisamos fazer uma reforma administrativa para extinguir determinados órgãos que mais atrapalham a vida das pessoas do que contribuem para o desenvolvimento do Estado”, disse Amorim.

Com o tema novamente em pauta, o Detro passa a ser alvo de mais uma ofensiva política na Assembleia, agora com apoio do comando interino da Casa e de parlamentares de diferentes comissões.

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