O Banco Central informou nesta sexta-feira que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um “termômetro” do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,06% no mês de setembro. É a segunda queda consecutiva. Em agosto, o índice recuou 0,77% .
- A expectativa de mercado era de um crescimento de 0,20% no mês;
- No trimestre móvel (que considera julho, agosto e setembro), a queda foi 0,64%;
- Por outro lado, na série sem ajuste sazonal, o indicador econômico registrou alta de 2,77% no ano de 2023, até setembro.
O desempenho negativo foi influenciado pelo setor de serviços. No mês de setembro, o volume de serviços prestados no Brasil teve queda de 0,3%. Também foi a segunda queda seguida e o setor registra resultado negativo acumulado em 1,6%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.
Além de “prever” o direcionamento do PIB, o IBC-Br é também referência para a política monetária do Banco Central, na definição da taxa básica de juros. A próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) será no dia 13 de dezembro.
Quando a economia está em desaquecimento há relaxamento nos preços, o que contribui para a queda de juros.
O mercado financeiro já espera que a economia brasileira desacelere nos dois últimos trimestre do ano, pelo efeito da política de juros altos do Banco Central do Brasil. Apesar do início da queda da Selic, em agosto, a melhora só deve ser sentida no segundo semestre do ano que vem.
— Temos uma projeção de queda de 0,2% no PIB do terceiro trimestre, vejo algum viés baixista para a projeção. Acredito que agora chega a parte difícil do ciclo, tenho a percepção de que o quarto trimestre vai ser pior do que o terceiro. Por enquanto, seguimos com 3% (projeção de crescimento no ano), mas um 2,8% parece provável também — avalia Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura.
Com informações do GLOBO.





