PL adia posse de Michelle após caso das joias

Não será mais realizado nesta semana o grande evento que vem sendo planejado pelo PL para marcar a posse de Michelle Bolsonaro como presidente do PL Mulher. A nova data é o dia 21 deste mês, bem longe do Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira, dia 8. Ninguém no partido confirma oficialmente, mas a…

Não será mais realizado nesta semana o grande evento que vem sendo planejado pelo PL para marcar a posse de Michelle Bolsonaro como presidente do PL Mulher. A nova data é o dia 21 deste mês, bem longe do Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira, dia 8.

Ninguém no partido confirma oficialmente, mas a revelação do imbroglio da retenção de joias no valor de R$ 16,5 milhões presenteadas pela família real da Arábia Saudita a Jair e Michelle Bolsonaro jogou água no chope da celebração, que estava sendo concebida para rivalizar em tamanho e repercussão com os atos oficiais do governo Lula para a data.

O PL quer fazer de Michelle uma espécie de chamariz para a filiação de mulheres e evangélicos no partido. Com isso, a ideia é crescer exponencialmente o número de prefeituras do partido, tidas como incubadoras de candidaturas a deputado em 2026 — essas a grande fonte de receitas do fundo partidário.

O “alto custo de manutenção” da família Bolsonaro, no entanto, ameaça tornar os planos de Valdemar Costa Neto menos infalíveis. A volta de Bolsonaro ao Brasil, tantas vezes adiada, por exemplo, pode sofrer novas alterações com os desdobramentos, em doses mais que diárias, do caso das joias das Arábias.

A cerimônia do dia 21 está sendo planejada sem que haja certeza da presença do ex-presidente. Agora já se fala que o mais provável é que Bolsonaro só regresse dos Estados Unidos quando Lula estiver fora, em viagem à China, marcada para a última semana de março.

O evento para saudar Michelle vem sendo organizado por Valdemar e pelo general da reserva Braga Netto, ex-candidato a vice na chapa de Bolsonaro no ano passado e que está mantendo vida ativa na legenda. A ideia é convidar mulheres como a governadora do Distrito Federal. Celina Leão, as deputadas da sigla, a senadora Damares Alves e outras representantes da direita bolsonarista.

Michelle, no entanto, já está dando expediente na sede do PL, em Brasília. Aliados do casal tentam dissociar a ex-primeira-dama do desgaste do episódio das joias, dizendo que não há nada que a ligue aos diamantes retidos pela Receita Federal e que ela nada fez para tentar liberar o presente.

Falei a respeito do desgaste que o episódio representa para a imagem da família Bolsonaro na edição vespertina do Viva Voz, meu quadro na CBN, nesta terça.

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