O reservatório da Praça da Bandeira, conhecido como “piscinão”, completa 10 anos nesta sexta-feira (29). O primeiro “piscinão” construído da Prefeitura do Rio, em 2013, pela Fundação Rio-Águas, na Grande Tijuca, pode reservar até 18 milhões de litros de água e contribui para reduzir as enchentes do entorno.
Durante anos, a Praça da Bandeira, um dos principais eixos viários da cidade, ligando Zona Sul, Centro e Zona Norte, ficou conhecida pelas enchentes que aconteciam principalmente no verão. Desde a criação do reservatório equivalente a 18 mil caixas d’água de 1.000 litros, moradores e comerciantes da região aprovam o efeito da obra.
— Não tem mais as enchentes que havia aqui. Já peguei água pelo meio da parede do mercado. Tinha até que chamar os bombeiros para resgatar as pessoas do alagamento — conta Osvaldo Alves, 62 anos, morador da região há 38 anos.
O reservatório recebe todo o sistema de drenagem da praça e faz parte da primeira fase das obras contra enchentes da Grande Tijuca, com os conhecidos “piscinões” construídos nos subsolos das praças da Bandeira, Varnhagen e Niterói.
— A função é conter os alagamentos. A água é liberada desta grande “piscina”, conforme a capacidade de escoamento do Rio Trapicheiros — explica o presidente da Fundação Rio-Águas, Wanderson Santos.
Para o comerciante Diomédio Aragão, de 60 anos, gerente do Galeto Bandeira há 38 anos, depois das obras, os estabelecimentos ficaram sofreram menos alagamentos.
— Eu já peguei enchente aqui de a água ultrapassar o balcão. Ainda alaga um pouco, mas escoa logo, e melhorou muito — pontua Aragão.
Há 10 anos, a construção foi a solução técnica encontrada pela Prefeitura do Rio para reservar as águas pluviais e dos rios, durante as fortes chuvas de verão. Assim, “os volumes são armazenados e liberados de maneira controlada, reduzindo as enchentes”, segundo o órgão municipal.
Casos com enchentes aonde a água chegava até o vidro das portas dos carros com quase dois metros de altura não foram mais registradas.
— Em 1996, teve uma que quase cobria a gente. Para tentar conter a enchente, todas as lojas tinham uma comporta na porta. Quantas noites passei dentro da minha loja, com mais de um metro de altura de água, esperando baixar — destacou o comerciante Walter Fernando Ferreira, 66 anos, criado na região e tem loja na Rua do Matoso.
Além da construção do reservatório, o desvio do Rio Joana também faz parte do sistema. O túnel de drenagem urbana tem ainda um segundo deságue, direcionado para a Baía de Guanabara por um desvio de 3,4 quilômetros. A passagem subterrânea atravessa o Morro da Mangueira e São Cristóvão até desaguar na baía.
Com informações de O Globo.





