PF vai aos EUA aprofundar investigações sobre o caso das joias do acervo da Presidência vendidas por Bolsonaro

Equipe brasileira será composta por um delegado e um agente e o roteiro de investigação inclui diligências nas cidades de Miami (Flórida), Wilson Grove (Pensilvânia) e Nova Iorque (NY)

A Polícia Federal está programando uma viagem aos Estados Unidos neste mês para aprofundar as investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e a venda de joias do acervo da Presidência da República. Os agentes foram autorizados a realizar diligências para concluir a investigação sobre a venda dos itens valiosos no exterior, com a viagem marcada para o dia 25 de abril.

A equipe brasileira será composta por um delegado e um agente e o roteiro de investigação inclui diligências nas cidades de Miami (Flórida), Wilson Grove (Pensilvânia) e Nova Iorque (NY). A primeira parte da cooperação internacional foi concluída com o envio de documentos e informações bancárias dos envolvidos nas investigações. Agora, serão realizadas diligências de campo, incluindo entrevistas e coleta de depoimentos.

Durante as investigações nos Estados Unidos, os policiais brasileiros serão acompanhados por agentes especiais da polícia americana e utilizarão a estrutura do FBI. Entre as ações previstas está a tomada de depoimentos dos comerciantes das lojas onde foram vendidas e recompradas as joias. Para obter autorização, os investigadores brasileiros detalharam as ações necessárias, e o FBI autorizou aquelas que estavam em conformidade com a legislação americana.

A Polícia Federal teve todos os pedidos atendidos neste caso. Após a viagem, os investigadores planejam concluir o inquérito.

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro questionam a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) para conduzir a investigação. O ministro Alexandre de Moraes é o relator do caso e identificou a participação de investigados em outros processos que tramitam na Corte, como o inquérito das milícias digitais.

Em agosto do ano passado, Bolsonaro foi intimado a depor, mas optou por exercer o direito ao silêncio.

Com informações do g1.

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