Paulo Cupertino é condenado a 98 anos de prisão pelos assassinatos do ator Rafael Miguel e os pais dele

Decisão judicial põe fim a caso que mobilizou o país e reforça combate à violência doméstica

A Justiça de São Paulo condenou nesta sexta-feira (30) Paulo Cupertino Matias a 98 anos de prisão pelo triplo homicídio que vitimou o ator Rafael Henrique Miguel, conhecido pela novela “Chiquititas”, e os pais dele, João Alcisio Miguel e Miriam Selma da Silva. A sentença foi proferida após dois dias de julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da capital paulista.

O crime ocorreu em 9 de junho de 2019 e gerou grande comoção nacional. Paulo Cupertino fugiu das autoridades por quase três anos, vivendo em aproximadamente 100 endereços distribuídos entre Brasil, Paraguai e Argentina, até ser capturado em maio de 2022, em um apartamento na zona sul de São Paulo.

Segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo, o réu mantinha uma relação de posse e controle abusivo sobre a filha, não aceitando o namoro dela com o ex-ator. Na noite do crime, Cupertino invadiu a residência da família Miguel, onde efetuou disparos contra Rafael e seus pais, que estavam juntos no local. As vítimas foram mortas a tiros na casa em São Paulo.

Durante o julgamento, a promotoria ressaltou que a violência do acusado não apenas tirou a vida de três pessoas inocentes, mas também refletiu uma grave situação de violência doméstica e controle coercitivo, problema ainda muito presente na sociedade brasileira. A condenação representa um marco para o combate a esse tipo de crime.

Até o fechamento desta matéria, não houve manifestação oficial da defesa de Paulo Cupertino.

Contexto do caso

Rafael Miguel, filho do casal João Alcisio e Miriam Selma, ganhou destaque na televisão quando atuou na novela infantil “Chiquititas”. O trágico assassinato do jovem ator e dos seus pais expôs a violência relacionada ao controle abusivo em relacionamentos familiares e o desafio das autoridades em localizar criminosos foragidos.

A prisão e condenação de Paulo Cupertino trazem uma resposta da Justiça ao clamor público por segurança e justiça, e reforçam a importância da denúncia e do enfrentamento à violência doméstica e homicídios passionais.

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