Durante o primeiro turno das eleições deste ano, o Brasil registrou 373 casos de violência política direcionados a candidatos ou políticos em exercício, o que corresponde a uma média de sete incidentes diários. Esses dados foram obtidos a partir de uma pesquisa realizada pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global. Em comparação, no mesmo período em 2022, o país registrou apenas duas ocorrências diárias.
Além disso, o levantamento indica que o ano de 2024 se destaca como o mais violento desde o início da série histórica em 2020, contabilizando um total de 518 ocorrências. Esses números incluem não apenas os eventos da primeira rodada das eleições, mas também o período pré-eleitoral.
Foram registrados dez assassinatos, 100 atentados, 138 ameaças, 54 agressões, 51 ofensas, 13 criminalizações e sete invasões entre os dias 16 de agosto e 6 de outubro deste ano. O número de ocorrências no período corresponde a mais que o dobro do total de casos no período pré-eleitoral (145), de janeiro a metade de agosto.
— Ao longo da série histórica, temos observado uma tendência de maior violência nas eleições municipais, onde há um acirramento dentro das cidades que evidenciam as disputas locais. As notícias mostram também situações de intervenção de organizações criminosas no pleito eleitoral, que representa uma ameaça preocupante à democracia — diretora-executiva da Justiça Global, Glaucia Marinho.
O estudo “Violência Política e Eleitoral no Brasil” aponta que o período de maior intensidade de ocorrências foi na véspera das eleições. Foram 99 casos no período de 1 e 6 de outubro, o equivalente a 16 por dia ou um a cada 1h30.
A violência política eleitoral foi registrada em todos os estados do país. Houve maior número de registros nas regiões Nordeste (132 casos), Sudeste (117) e Sul (51). O estado líder é São Paulo (50), seguido pelo Rio de Janeiro (38) e Paraíba (24).
Já os partidos com maior registro de ocorrências no primeiro turno foram União Brasil (46), PT (43) e PL (35).
Com informações de O Globo.





