Paes reage com aceno a São Gonçalo após PL lançar Douglas Ruas para governador

Após Cláudio Castro, Flávio Bolsonaro e Altineu Côrtes definirem pré-candidato ao governo, prefeito do Rio relembra divisão de royalties e reforça protagonismo

A disputa pelo governo do Rio em 2026 está ganhando contornos a cada dia — e com recados públicos nas redes sociais. Logo após a cúpula do PL bater o martelo sobre o nome do secretário estadual das Cidades, Douglas Ruas, como pré-candidato ao Palácio Guanabara, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), publicou, nesta terça-feira (24), um #tbt antecipado, relembrando o apoio financeiro dado por ele a São Gonçalo por meio da redistribuição de royalties do petróleo.

Na postagem, um tipo de hashtag popular usada normalmente às quintas-feira nas redes sociais, Paes destacou que o objetivo do repasse era melhorar a vida da população gonçalense e afirmou que continuará trabalhando pela cidade, que é governada por Capitão Nelson (PL), pai de Douglas Ruas.

O gesto ocorre em um momento de reposicionamento político na Região Metropolitana, onde Paes busca ampliar sua presença e influência. São Gonçalo tem o segundo maior colégio eleitoral do estado. São 650.772 eleitores, de acordo com dados do TRE.

A decisão do PL foi tomada em reunião do governador Cláudio Castro, o senador Flávio Bolsonaro e o presidente estadual da sigla, deputado federal Altineu Côrtes. Além da escolha de Douglas Ruas, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) foi confirmado como pré-candidato a vice. Lisboa chegou a ser cogitado como provável vice de Paes, mas acabou preterido pela advogada Jane Reis (MDB), irmã do presidente regional do MDB e ex-secretário estadual de Transportes, Washington Reis, cacique político em Duque de Caxias, terceiro colégio eleitoral do estado, com 621.720 eleitores.

A disputa pelos royalties

A redistribuição dos royalties do petróleo é tema sensível no estado há anos. Em 2024, Paes já havia defendido publicamente uma nova divisão dos recursos, argumentando que municípios como São Gonçalo, Magé e Guapimirim eram prejudicados.

Na ocasião, o prefeito declarou apoio à realização de audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) para rediscutir os critérios de partilha.

Em dezembro, foi apresentada ao STF uma proposta para ampliar a fatia destinada aos três municípios — todos administrados por aliados do governador Cláudio Castro.

Também no fim do ano, Paes e o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), formalizaram um acordo para compartilhar parte dos royalties recebidos por suas cidades com São Gonçalo, Magé e Guapimirim. O chamado acordo judicial interfederativo foi encaminhado ao STF para homologação.

O pacto foi firmado no gabinete do prefeito Capitão Nelson, com a presença de lideranças regionais e do presidente do PL Altineu Côrtes e é considerado um dos movimentos mais relevantes na disputa política da Região Metropolitana.

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