Padilha cobra do Senado medidas permanentes para compensar perda de arrecadação com desoneração da folha de pagamentos

Detalhes finais da proposta estão sendo negociados pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, cobrou do Senado medidas “perenes” para compensar a perda de arrecadação decorrente da manutenção da desoneração da folha de pagamentos, após a Casa rejeitar uma MP proposta pelo governo do presidente Lula.
Os detalhes finais da proposta estão sendo negociados pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Segundo Padilha, é fundamental que as propostas apresentadas pelo Senado incluam fontes de recursos permanentes, que garantam a sustentabilidade financeira ao longo do tempo. Ele ressaltou que não basta que o Senado proponha fontes de recursos apenas para o atual ano, reiterando a necessidade de uma solução de longo prazo.

O Legislativo aprovou a prorrogação da desoneração até 2027, após o presidente Lula vetar a proposta, decisão que foi posteriormente derrubada pelo Congresso Nacional. Em resposta, a equipe de Haddad elaborou uma medida provisória que restringia o uso de créditos tributários por empresas, visando gerar uma receita de R$ 29,2 bilhões neste ano para compensar o custo da desoneração da folha. No entanto, a MP foi devolvida por Pacheco, após receber críticas de parlamentares e empresários.

Diante desse cenário, o ministro Cristiano Zanin, do STF, suspendeu liminar que barrava o benefício por falta de compensação, mantendo a desoneração vigente e concedendo um prazo para encontrar uma compensação financeira adequada.

Na semana passada, as lideranças do Senado formularam uma lista de medidas para compensar a perda de arrecadação do governo com a desoneração da folha de pagamento de municípios e setores econômicos. Entre as propostas selecionadas estão o Programa de Regularização Tributária (PRT), recursos de depósitos judiciais esquecidos em bancos, um programa para incentivar o pagamento de multas devidas às agências reguladoras, a atualização de ativos e a repatriação de recursos do exterior.

Essa lista também inclui o uso de recursos provenientes da taxação das compras internacionais de até US$ 50 e as receitas previstas pela medida provisória 1.202, que limitou a compensação de créditos decorrentes de decisão judicial, ambas já aprovadas pelo Congresso Nacional. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que analisará as propostas apresentadas.

Com informações do 247.

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