Pacheco contraria Lula e diz ser necessário aceitar a privatização da Eletrobrás

O Congresso Nacional colocou o pé no freio diante da iniciativa judicial do presidente Lula de contestar aspectos da privatiação criminosa da Eletrobrás, executada pelo regime ultraneoliberal de Jair Bolsonaro. Nesta segunda-feira, 8, foi a vez do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de contestar os planos de Lula de trazer a companhia de volta…

O Congresso Nacional colocou o pé no freio diante da iniciativa judicial do presidente Lula de contestar aspectos da privatiação criminosa da Eletrobrás, executada pelo regime ultraneoliberal de Jair Bolsonaro. Nesta segunda-feira, 8, foi a vez do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de contestar os planos de Lula de trazer a companhia de volta ao controle do País. a semana passada, o presidente Lula e a Advocacia-Geral da União foram ao Supremo Tribunal Federal tentar reverter o ônus gerado à União pela venda da companhia de energia. Eles apontam que, apesar de possuir cerca de 43% das ações, a União tem apenas 10% do poder de voto na empresa. Além disso, a desestatização da Eletrobrás entregou ações abaixo do valor de mercado e impôs barreiras para o Estado comprá-las de volta. De acordo com Pacheco, a privatização da Eletrobrás já está consolidada. Ele ainda ressaltou que muitos brasileiros usaram o FGTS para investir na empresa e que valorizar as ações da companhia “significa atender a mais de 300 mil pessoas na condição de acionistas minoritários”.

“Fizemos uma opção legislativa de capitalização da Eletrobrás, foi algo muito debatido na Câmara e no Senado. Foi aprovado, mantém-se determinadas prerrogativas à União, que é um dos acionistas, de modo que nós consideramos essa uma realidade do Brasil. Era muito importante que se pudesse aceitar essa realidade para valorizar inclusive a Eletrobrás”, disse ele, durante uma reunião da diretoria da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). 

A desestatização da Eletrobrás também é resistida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira(PP-AL). No último fim de semana, o parlamentar disse estar “preocupado” com a revisão da privatização da Eletrobrás defendida pelo presidente Lula. Ele falou em nome do “Brasil”, mas citou interesses de investidores estrangeiros…

A ação no STF vem após o presidente Lula declarar, em entrevista à TV 247, que “o governo vai voltar a ser dono da Eletrobrás” e que a privatização foi “um crime de lesa-pátria”.

“Não vai ficar por isso. Estamos entrando na justiça contra a votação do peso do governo na direção da empresa e o preço pelo qual foi vendida”, afirmou Lula.

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