Os dois motivos que fizeram Bolsonaro desistir de Flávio como candidato a prefeito do Rio em 2024

Além da justificativa de que o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ)  terá de organizar o palanque dos candidatos a prefeito do PL nos 92 municípios fluminenses nas eleições do ano que vem, dois outros motivos pesaram no veto de sua candidatura à Prefeitura do Rio por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.   Segundo apuração do…

Além da justificativa de que o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ)  terá de organizar o palanque dos candidatos a prefeito do PL nos 92 municípios fluminenses nas eleições do ano que vem, dois outros motivos pesaram no veto de sua candidatura à Prefeitura do Rio por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.  

Segundo apuração do Globo On-Line, aliados próximos ao ex-chefe do Palácio do Planalto, Bolsonaro confidenciou temer uma eventual reeleição do prefeito Eduardo Paes (PSD) com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impondo uma nova derrota nas urnas à família. Um possível fracasso de Flávio ainda teria um forte simbolismo, já que a capital é o reduto eleitoral dos bolsonaros.

O segundo motivo, ainda de acordo com aliados próximos a Bolsonaro, é a articulação da pré-candidatura a prefeito do deputado federal e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazzuelo (PL), que ganhou força entre os bolsonaristas.

Ao apostar em Pazzuelo, um de seus homens de confiança, e na sua fidelidade, o ex-presidente garantiria o controle da prefeitura em uma eventual vitória. Além disso, num cenário de derrota, o ex-chefe do Planalto não assumiria o ônus do fracasso nas urnas, que ficaria para o candidato.

Pazzuelo se cacifou para a vaga de pré-candidato a prefeito ao ser eleito para Câmara como o segundo deputado federal mais votado (205.324) no Estado do Rio, atrás apenas da deputada federal Daniela Carneiro (União), reeleita com 213.706 votos.

Mulher do prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro, o Waguinho, a parlamentar assumiu o Ministério do Turismo do governo Lula. Os dois trabalharam pela eleição do presidente na Baixada Fluminense, ganhando a confiança do petista.

Oficialmente, além da organização das candidaturas a prefeito, Bolsonaro também vinculou o veto a Flávio à necessidade de deixá-lo no Senado para manter um braço da família na Casa. O suplente, o empresário Paulo Marinho, rompeu com Bolsonaro e, nas últimas semanas, chegou a ser procurado pela família na esperança de aparar as arestas.

De acordo com interlocutores de Bolsonaro, mesmo pacificando a relação, o ex-presidente não apostaria totalmente na fidelidade de Marinho ao seu grupo.

O veto ao senador Flávio por Bolsonaro abriu a bolsa de apostas sobre outros possíveis nomes da direita em 2024 no Rio. Entre os cotados, além de Pazuello, estão o senador Carlos Portinho (PL), o deputado federal Otoni de Paula (MDB) e o secretário estadual de Saúde do Rio, Dr. Luizinho (PP).

Também são citados o candidato a vice-presidente derrotado na chapa de Bolsonaro e ex-ministro, Braga Netto (PL), e o deputado estadual Alan Lopes (PL), eleito como a bandeira da preservação dos valores conservadores e da família tradicional.

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