Odebrecht pode voltar a ser punida pelo Tribunal de Contas da União (TCU), após decisão de Toffoli

O Tribunal de Contas da União (TCU) poderá voltar a punir a Odebrecht, e declará-la inidônea, após a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou provadas apresentadas pela empreiteira na Operação Lava Jato. Essa possíveis sanções incluem o cancelamento de descontos nas multas impostas e proibição de contratar com o…

O Tribunal de Contas da União (TCU) poderá voltar a punir a Odebrecht, e declará-la inidônea, após a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou provadas apresentadas pela empreiteira na Operação Lava Jato. Essa possíveis sanções incluem o cancelamento de descontos nas multas impostas e proibição de contratar com o poder público.

As evidências relativas ao chamado “setor de operações estruturadas” da Odebrecht, responsável pelo pagamento de propinas a agentes públicos, foram base de dois acordos de leniência: um com o MPF (Ministério Público Federal) e outro com a CGU (Controladoria Geral da União) e a AGU (Advocacia Geral da União). Esse último acordo depois serviu para suspender as condenações da empreiteira e de seus dirigentes também no TCU pelos atos de corrupção confessados.

Com as provas consideradas inválidas, o acordo pode ser considerado nulo e, com isso, as tratativas com o TCU também. Técnicos da corte avaliam ser necessário levantar em quais processos as punições à empreiteira foram suspensas para examinar eventual continuidade das sanções. Caso se confirme esse entendimento, a Odebrecht pode ter cancelados descontos nas multas impostas e, ainda, voltar a ficar proibida de contratar com o poder público.

Em 2017, o TCU deixou a Odebrecht de fora das punições relativas às fraudes na licitação da usina Angra 3. Como havia celebrado o acordo, não foi impedida de participar de novas licitações públicas. O entendimento pode ser revisto.

A avaliação técnica inicial vai na contramão do pedido formulado pelo MP (Ministério Público) do TCU na última sexta-feira (8) pela extinção das punições de empresas da construção civil condenadas com base no acordo e impedidas de contratar com a administração pública.

O TCU está avaliando as repercussões da decisão de Toffoli que invalidou na quarta-feira (6) provas obtidas no acordo de leniência firmado pela empreiteira Odebrecht, e que envolvem uma série de políticos e partidos. A área técnica já começou a mapear seus possíveis efeitos, mas a estratégia de atuação ainda será comunicada pelo presidente da Corte, Bruno Dantas, ao plenário.

Com informações do G1

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading