*Paulo Baía
Eduardo Paes, em sua fala no sábado dia 17/09, quando declarou voto e se engajou, em campanha de rua de deputado federal e estadual na simbólica zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, a favor de André Ceciliano, destaca o papel do senador ao dizer: ” …a gente precisa eleger alguém que, quando chegar em Brasília, tenha tamanho e dimensão, estatura, força política, capacidade de articulação para trazer as coisas para o Rio de Janeiro. E esse cara se chama André Ceciliano. E esse vai ser o nosso senador”
O que faz um senador? Qual a função do senador no parlamento bicameral brasileiro?
O senador representa os entes federados, no caso o estado do Rio de Janeiro e cada um dos 92 municípios do RJ.
Eduardo Paes colocou em sua fala a questão mais importante na disputa do Senado no estado do Rio de Janeiro em 2022, o que faz e tem que fazer um senador. No passado tivemos senadores que efetivamente foram senadores, como Nelson Carneiro, Danton Jobim, Saturnino Braga.
Jamil Hadad, Afonso Arinos, Darcy Ribeiro, Abdias Nascimento, Artur da Távola e Lindberg Farias eram temáticos nacionais, pensavam no Brasil como totalidade, grandes temas da nacionalidade.
Benjamin Farah, Alberto Torres, Amaral Peixoto, Paulo Duque eram temáticos locais, o que eu classifico como “vereadores federais”, o que não os distingue dos deputados federais.
O fato é que nossa representação federativa falhou na defesa do estado do Rio de Janeiro e seus municípios.
Há muito tempo não temos um senador senador, que defenda o estado do Rio de Janeiro e seus 92 municípios.
Senador não representa a população, quem representa a população no Congresso Nacional são os deputados federais na Câmara dos Deputados. O estado do Rio de Janeiro e seus municípios são Entes Federados, portanto o senador do Estado do Rio de Janeiro, os três senadores do Estado do Rio de Janeiro, representam os Entes Federados que são os 92 municípios e o estado do Rio de Janeiro.
Da nova “safra” de senadores, Carlos Portinho tem dado essa contribuição e indícios de que pensa e age como senador e não como deputado federal.
Romário e Flávio Bolsonaro são temáticos nacionais, são como deputados ou vereadores no Congresso Nacional, não são senadores no estrito sentindo de senador da república.
Dos atuais candidatos, Romário, Clarissa Garotinho, Alessandro Molon e Cabo Daciolo são temáticos nacionais, seus perfis são de deputados federais ou vereadores, não de senadores.
André Ceciliano tem sido um parlamentar eficiente na defesa do estado do Rio de Janeiro como deputado estadual e presidente do poder legislativo do Rio de Janeiro, ao liderar a ALERJ por quatro anos.
Eduardo Paes chama atenção para isso. De todos os candidatos a senador, inclusive Romário que já é senador, o único que tem o perfil para representar o estado como senador, representar os 92 municípios e o estado do Rio de Janeiro como senador é André Ceciliano.
Não é um vereador federal ou um deputado temático, tem perfil de Ministro de Estado, que trabalhará em prol do conjunto do estado federado do Rio de Janeiro e do conjunto dos 92 municípios como entes federados equipotentes. Trabalhará a pauta de cada um dos município no contexto da pauta do Estado do Rio de Janeiro, em especial neste momento, em que o Estado do Rio de Janeiro e os 92 municípios do Rio de Janeiro precisam se reinventar em termos de desenvolvimento socioeconômico, de geração de trabalho, renda e empregos, tem que se reinventar em um novo perfil Industrial 4.0, da quarta Revolução Industrial, tem que se reinventar como polo de infraestrutura aeroportuária, portuária, logística e de serviços com uma base tecnológica de TI, de IA, de Internet das coisas, de 5G, de Revolução Industrial pós industrial, de Revolução Industrial 4.0 com sustentabilidade, e ao mesmo tempo garantir dignidade e qualidade aos 18 milhões de habitantes com redes de proteção e apoios diversificados garantidos pelos governos e pelo estado, como Renda Mínima Universal permanente e acesso a créditos subsidiados pelas agências estatais do Rio de Janeiro.
Reinventar as atividades agrícolas com a TI, IA, engenharias química e genética, com células-tronco.
O estado do Rio de Janeiro e seus 92 municípios precisam de um senador senador, que seja um Ministro de Estado junto aos poderes executivo e judiciário da União, e não de um 47° deputado federal.
*Sociólogo, cientista político, técnico em estatística e professor da UFRJ.





