Um novo ciclone extratropical prolonga as chuvas fortes e causa mais estragos no Rio Grande do Sul, com inundações e queda de granizo nesta terça-feira (26). Os efeitos do fenômeno, que devem durar até amanhã, afetaram ao menos cinco municípios na data de hoje, segundo balanço divulgado pela Defesa Civil estadual, nesta tarde.
Santa Maria, Dona Francisca, Canoas, Faxinal do Soturno e Estância Velha sofreram com ocorrências de granizo, tempestades locais e movimentação de massa. Só nesta terça-feira, 89 pessoas ficaram desabrigadas e 82 desalojadas, de acordo com o balanço da Defesa Civil.
Desde a última quinta-feira, segundo o órgão estadual, somam-se 395 desalojados, 1012 desabrigados e 48692 afetados pelas chuvas no Rio Grande do Sul.
Com a previsão de chuvas fortes e rajadas de vento de até 100 km/h, algumas áreas de Porto Alegre e Rio Grande do Sul ficarão em alerta. O ciclone deve se afastar já na quarta, mas influencia o tempo em outras regiões do Brasil nesta semana. Segundo o MetSul Meteorologia, os acumulados de chuva em Porto Alegre serão extremamente altos, trazendo risco de inundações e alagamentos. Além disso, há grande chance de queda de granizo na região. Com as rajadas de vento forte, há risco de queda de árvores e de cortes localizados de energia elétrica.
Em meio à previsão de chuvas fortes, comportas do rio Guaíba foram fechadas pela prefeitura de Porto Alegre nesta segunda-feira para evitar inundações na área central do município.
Após um inverno quente e atípico, a primavera não trará uma trégua do calor. Pelo contrário: nos próximos meses, as temperaturas ficarão acima da média em todo o país. A única exceção é o sul do Rio Grande do Sul, onde o El Niño potencializa as chuvas e as temperaturas devem ficar amenas devido ao tempo fechado por vários dias consecutivos, explica Andrea Ramos, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Normalmente, a primavera é uma estação de transição do inverno, um período frio e seco, em direção ao verão, quente e chuvoso. Mas com o El Niño, fenômeno climático que tem origem no aquecimento da água do oceano, o verão tende a ficar mais quente e o inverno menos rigoroso, porque ele dificulta o avanço de frentes frias no país.
No Brasil, o El Niño tem dois efeitos bem definidos: enquanto há o aumento de chuvas e a queda de temperaturas na região Centro-Sul do país, no Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste, o efeito é o contrário.
Com informações de O Globo.





