Nesta terça-feira (24), dia seguinte à onda de ataques aos transportes públicos na Zona Oeste do Rio de Janeiro, os trens da Supervia e o corredor Transoeste do BRT começaram a operar com restrições.
A Supervia informou que suspendeu, no ramal Santa Cruz, as viagens expressas para a Central do Brasil e as partidas especiais da estação de Campo Grande.
A MOBI-Rio, que cuida do BRT, disse que os intervalos no Transoeste estavam irregulares no início da manhã. Os demais corredores não tinham problemas.
Na Estação Magarça do BRT, em Guaratiba, pessoas chegaram às 4h para pegar um ônibus até a Barra da Tijuca, mas 2 horas depois ainda estavam esperando.
A Semove (antiga Fetranspor) afirmou que “mais de 2,5 milhões de passageiros vão deixar de ser transportados” em decorrência dos ataques à frota. “O número leva em consideração o tempo mínimo necessário para a reposição dos ônibus incendiados, prevista para 6 meses”. A entidade já tinha informado que o prejuízo com o fogo nos coletivos passou de R$ 35 milhões.
“Já são 57 ônibus destruídos este ano, sendo 40 na cidade do Rio de Janeiro”, destacou o sindicato. “A inexistência de seguro para este tipo de crime dificulta a reposição dos coletivos destruídos, prejudicando quem depende do transporte coletivo”, emendou.
A Semove também pediu a colaboração da população “para que informações sobre este e outros crimes cometidos contra o sistema de transporte público coletivo sejam levadas, por meio do Disque Denúncia, diretamente às forças de segurança”. O número é 2253-1177.
Com informações do g1.





