Não apareceu ninguém para dar lances nas marcas do Jornal do Brasil, nem na sessão do dia 20 — quando o valor era o original acordado com os órgãos de justiça, de R$ 10 milhões — e nem na segunda chamada, desta terça-feira (21), quando a oferta cairia para R$ 4 milhões. As marcas seriam vendidas para pagar antigas dívidas trabalhistas do grupo.
Segundo o leiloeiro Wilkerson Machado dos Santos, que ficou aguardando proponentes, agora, se os reclamantes se interessarem em insistir, terão que programar nova data.
Não foi a primeira tentativa de os credores realizarem leilões para receber valores devidos que remontam mesmo a antes de, na virada de 2000 para 2001, o empresário da área naval Nelson Tanure arrendar o título do JB por 60 anos, renováveis por mais 30, por um valor estimado, na época, em R$ 80 milhões.
No atual leilão, estavam em jogo marcas como a própria “Jornal do Brasil”, assim como Caderno B, Rádio Cidade, JB e JB Online, tendo como titulares a Jornal do Brasil S/A, que aparece nos sites de busca por CNPJ como tendo sócios e administradores José Henrique Martins Leao Teixeira (desde 21/08/2008) e Paulo Cezar Belarmino (desde 09/08/2012).
A marca “JB FM”, hoje uma emissora de inegável sucesso no Rio, não estava especificamente citada no processo, já que o veículo é administrado pela Radio Monte da Gávea Ltda., tendo como administradores Carlos Eduardo Borges Cortes e Lucia Martins Leite Garcia.
Com informações da Janela Publicitária.





